Mulher morre em SP após esperar por ambulância durante duas horas

Família ligou 12 vezes pedindo socorro para Rosenice de Oliveria, 56 anos, e sem atendimento levaram mulher para hospital em uma van

atualizado 21/10/2021 16:24

Família de Rosenice de Oliveria, 56 anos, relata que ligou 12 vezes pedindo socorroReprodução Record TV

São Paulo – Rosenice de Oliveria, 56 anos, morreu no sábado (16/10) após esperar durante duas horas por uma ambulância em Cotia, na região metropolitana de São Paulo. A filha de Rosenice teria ligado 12 vezes para pedir socorro, chegando acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e para Guarda Civil.

A família relatou à Record TV que precisou levar a mulher de 56 anos para o Hospital Regional de Cotia em uma van. O veículo  não tinha bancos, mas foi emprestado por um vizinho. De acordo com a família, o hospital teria se negado a atender imediatamente Rosenice alegando que ela deveria ter sido encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

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Rosenice teria sido atendida no hospital apenas após a família acionar mais uma vez a guarda municipal para registrar boletim de ocorrência. Então, a mulher de 56 anos foi internada e passou por duas cirurgias, mas não resistiu.

Morte por infecção bacteriana

A causa da morte de Rosenice foi septicemia por fasciíte necrosante, uma infecção bacteriana rara e extremamente grave conhecida popularmente por “bactéria devoradora de carne”.

A Prefeitura de Cotia afirmou que Rosenice não foi socorrida por uma ambulância, pois os veículos de atendimento estavam em outras ocorrências.

Contrariando o relato da família, a Secretaria Estadual de Saúde disse que o Hospital Regional atendeu Rosenice prontamente antes mesmo da chegada da guarda. Segundo o órgão de saúde, o estado grave não permitiu que a paciente se recuperasse e sobrevivesse.

Atendimento na UPA

De acordo com a família, Rosenice chegou a procurar o atendimento em uma UPA durante a semana relatando dores na virilha, dor de cabeça e vômitos.

Na ocasião, a unidade de pronto atendimento receitou antibióticos e pediu para que voltasse para casa. No entanto, dois dias depois ela não conseguia mais andar.

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