Mujica diz que esquerda erra na condução econômica e cai na “infantilidade”

Ex-presidente uruguaio faz autocrítica para a esquerda sul-americana e diz que direita conservadora também serve a um propósito

atualizado

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Jose Mujica
1 de 1 Jose Mujica - Foto: AP Photo/Natacha Pisarenko

Um dos patronos da esquerda na América Latina, o ex-presidente uruguaio José Alberto “Pepe” Mujica, de 85 anos, apontou erros de seu campo político que levaram à perda do poder no continente, mas disse que isso é natural e que também há um propósito útil na direita conservadora.

“Porque você não pode viver mudando o tempo todo”, disse o político em longa e forte entrevista ao portal argentino Infobae (em espanhol) para falar sobre a carreira e divulgar uma biografia.

Para Mujica, o dilema entre uma atitude conservadora e o desejo solidário por mudança é permanente no ser humano, apesar de os termos direita e esquerda serem relativamente recentes. Para ele, é positivo que haja alternância de poder, até para que a esquerda possa pensar sobre seus erros.

“Quando no que chamamos de esquerda há opinião demais, cai no sectarismo, torna-se dogmático. Tende a cair na infantilidade, a confundir desejo com realidade”, disse. E, apesar de ver propósito no conservadorismo, o ex-guerrilheiro também critica os direitistas: “Quando refina demais seu conservadorismo, cai no reacionário, no fascistoide”, avaliou.

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Lula, Dilma e Mujica participam de evento
Mujica
Pepe quando passou a faixa presidencial para o aliado Tabaré Vazquez, que hoje deu lugar ao conservador Lacalle Pou
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Pepe quando passou a faixa presidencial para o aliado Tabaré Vazquez, que hoje deu lugar ao conservador Lacalle Pou

NATACHA PISARENK0/ASSOCIATED PRESS
Lula, Dilma e Mujica participam de evento
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Lula, Dilma e Mujica participam de evento

Paulo Pinto/ Agência PT
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Divulgação

“Não dá para acreditar no grau de domesticação que a mercadoria nos impôs! Nesse mundo, a pobre criatura humana pede mais, mais, mais. E isso é menos, menos, menos.”, avaliou.

“Então, tiramos um número suficiente de pessoas da pobreza extrema, mas não os tornamos cidadãos: nós os tornamos melhores consumidores. Isso é nossa culpa. Deve ser assumido e dito claramente para que aqueles que seguem o mesmo caminho sejam um pouco mais perspicazes do que nós”, aconselhou um dos mais experientes políticos do continente.

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