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Múcio diz que Exército Brasileiro monitora situação no Oriente Médio

Ministro defendeu mais investimento na área de Defesa e diz que o Exército tem como papel defender “as nossas riquezas”

atualizado

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Luis Nova/Metrópoles
José Múcio, ministro da Defesa do Brasil
1 de 1 José Múcio, ministro da Defesa do Brasil - Foto: Luis Nova/Metrópoles

O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que o Exército do Brasil monitora a situação no Oriente Médio e reivindicou que o governo federal invista mais na Defesa. A declaração foi feita nesta segunda-feira (2/3), no Comando Militar do Planalto, em Brasília, onde ocorreu a cerimônia da incorporação feminina no Serviço Militar.

O Oriente Médio tornou-se o centro da atenção mundial nesse sábado (28/2) após o ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. A ofensiva com bombardeios no país ocasionou na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei e integrantes da família dele.

Em relação ao conflito, o ministro disse que o exército acompanha a situação.

“Por enquanto, nós estamos nos informando. O general ontem me passou um informe muito completo de como estava a situação. E assim como foi na Venezuela, nesses países, onde a gente tem perspectiva de ter problema, nós estamos preparados, não para agredir. A Força Armada Brasileira existe para dissuasão, nós protegemos o nosso país”, disse Múcio, durante a coletiva de imprensa.

O comandante do Exército, Tomás Ribeiro Paiva, destacou o monitoramento da situação no Oriente Médio e afirmou que o Irã “é um parceiro do Brasil”.

“O Exército também está acompanhando a questão do Irã, que é um parceiro do Brasil. Aí a gente acompanha, conforme os nossos centros de estudos estratégicos, a gente está acompanhando, está sendo atualizado durante todos os momentos, ponto a ponto, de meio acontecimento”, disse o militar.

Mais investimento para Defesa

Na coletiva, Múcio analisou a situação global e afirmou que a “principal arma passou a ser a diplomacia”, indicando que os países podem negociar e conversar para haver um entendimento antes que a guerra se agrave.

O ministro ainda reivindicou um investimento maior na Defesa, com o propósito de proteger as riquezas do país e aumentar o armamento. “Quando eu digo que nós precisamos de investir mais em Defesa, é para defender o que somos, o que temos, as nossas riquezas que são muitas. Temos forças que são muito menores do que as nossas necessidades”, disse.

Múcio disse que não é possível colocar a Defesa em segundo plano. “Eu digo muito ao presidente da República, e ele concorda comigo, evidentemente que nós temos outras prioridades, saúde, educação, alimentação, habitação, mas você não pode relegar uma coisa que é importantíssima, que é a Defesa, por conta de outras prioridades”, disse o ministro.

Múcio encerrou a entrevista dizendo que, após as exigências de investimento, Lula autorizou recursos destinados ao Ministério da Defesa, que irão contribuir para investir na infraestrutura e na base industrial de Defesa brasileira.

O evento em homenagem à incorporação feminina nas Forças-Armadas foi realizado no Comando Militar do Planalto e contou ainda com a presença da senadora Leila Barros (PDT), da deputada federal Bia Kicis (PL), da coronel da PMDF, Ana Paula Barros, além de outros militares de alta patente.

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