MST sobre Massacre de Eldorado do Carajás: “25 anos de impunidade”

Ação deixou 17 militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra mortos, em 1996. Dois policiais foram condenados

atualizado

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Divulgação/ MST
Ato realizado em 2016, sobre os 20 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás
1 de 1 Ato realizado em 2016, sobre os 20 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás - Foto: Divulgação/ MST

Em 17 de abril de 1996, 17 militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram assassinados em Eldorado dos Carajás, no sul do Pará, durante uma ação da Polícia Militar do estado.

O incidente, que ficou conhecido como Massacre de Eldorado do Carajás, completa 25 anos neste sábado (17/4).

Para o dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Francisco Moura, são 25 anos de impunidade e de muita luta.

“Para nós, fica a dor dos camponeses, das famílias que passaram pelo massacre. Hoje, o MST continua lutando para um dia a gente ver um julgamento justo”, assinala, em coletiva à imprensa nesta sexta-feira (16/4).

Francisco também questiona sobre o suposto mandante do assassinato. Das dezenas de policiais que participaram do ato, apenas dois foram condenados.

“Para a gente, abril é um mês de luto, em memória aos mártires do massacre de Eldorado dos Carajás, mas também é um mês de luta, onde a gente dialoga com a sociedade”, completa a dirigente do MST Marina dos Santos.

Também dirigente nacional do MST, João Paulo Rodrigues avalia que os esforços dos camponeses estão centrados em uma luta contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“O grande projeto de Bolsonaro se restringe basicamente a três pontos: armamento de fazendeiros, regularização fundiária e, por fim, o incentivo ao agronegócio”, ressalta.

“Regularização fundiária é crime recebendo o carimbo do governo federal. Estamos voltando a 1850”, diz.

O movimento organiza, para este sábado (17/4), atos político-culturais em todo o país, em memória ao Massacre de Eldorado dos Carajás.

Estão previstas ações solidárias, como entrega de alimentos e plantio de árvores, bem como atuações simbólicas em redes sociais. A chamada “curva S”, em Eldorado dos Carajás, onde ocorreram os assassinatos, também será interditada.

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