MPF denuncia advogados que atuaram na Operação Lava Jato

Antônio Augusto de Figueiredo Basto e seu sócio, Luiz Gustavo Rodrigues Flores foram denunciados por cobrar uma falsa "taxa de proteção"

atualizado 18/12/2020 15:11

Jefferson Rudy/Agência Senado

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o empresário Enrico Vieira Machado Antônio, o criminalista Antônio Augusto de Figueiredo Bastos (foto em destaque) e seu sócio, Luiz Gustavo Rodrigues Flores, por vender um falso esquema de proteção, durante quase sete anos, ao “doleiro dos doleiros”, Dario Messer.

Enrico, Basto e Flores são acusados de receber, por 78 meses (de 2006 a 2013), US$ 50 mil por mês, de uma suposta taxa de proteção que nunca existiu. A dupla dizia a Messer que o dinheiro era para pagar propina a autoridades. Entretanto, segundo a denúncia do MPF, o dinheiro era usado em benefício dos próprios advogados, de acordo com informações do jornal O Globo.

As investigações chegaram a Marco Antônio Cursini, também cliente criminal da dupla de advogados e responsável por suas operações. Nas datas em que Messer pagava a taxa de US$ 50 mil, Cursini era responsável por transferir o valor para uma conta no exterior, a empresa dos advogados – uma offshore de fachada, Big Pluto Universal.

Figueiredo Basto não quis comentar o caso. “É o mesmo objeto [de uma denúncia anterior sobre o caso]. Que absurdo! Vou esperar para ver a nova denúncia antes de me pronunciar”, afirmou o investigado. Luiz Gustavo Rodrigues Flores não foi encontrado.

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