Lava Jato oferece denúncia contra Sérgio Cabral e Dario Messer

MPF aponta evasão e lavagem de US$ 303 mil (quase R$ 1,7 milhão) em leilão de vinho em 2011

atualizado 30/04/2020 15:16

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia à Justiça contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e os empresários Dario Messer e Edson Figueiredo Menezes, ex-presidente do Banco Prosper, por um esquema de evasão de divisas e lavagem de cerca de US$ 303 mil (quase R$ 1,7 milhão) em 2011.

O MPF apurou que recursos obtidos via corrupção e fraudes a licitações foram movimentados por Messer e Menezes a serviço do então governador do Rio. Como forma de lavar dinheiro para Cabral, Menezes (codinome “Gigante”) teria adquirido cerca de US$ 303 mil em vinhos em um único leilão internacional para o ex-governador, tendo sido posteriormente ressarcido por meio da rede de doleiros de Messer.

A denúncia foi protocolada na 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que julgará se acolhe a ação penal, dando início ao processo.

Uma vez recebida a denúncia, Cabral, Messer e Menezes responderão pelos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a mais de 20 anos de prisão, além da reparação aos cofres públicos de quase R$ 1,7 milhão a título de danos materiais e igual valor por danos morais. As sentenças de condenação de Cabral em processos da Lava Jato no Rio já somam mais de 250 anos de prisão.

Nas transações identificadas na nova denúncia, Cabral enviou para o exterior valores em reais equivalentes a US$ 303 mil por intermédio da rede de doleiros de Messer, que foram creditados em conta nas Ilhas Cayman, da offshore Remo Investments, titularizada por Menezes.

“Foi evidenciada outra forma de ocultação e lavagem dos valores de propina arrecadados pela organização criminosa, desta vez com a contribuição essencial de Edson Figueiredo Menezes, conhecido como ‘Gigante’”, frisaram os nove procuradores da República coautores da denúncia da Lava Jato.

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