MPF denuncia 10 da “máfia dos concursos” por fraude em certame da PF
MPF pedirá a revogação de benefícios de colaboração premiada concedidos a dois denunciados, em razão do descumprimento dos termos acordados
atualizado
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O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta terça-feira (28/4), 10 pessoas no âmbito das investigações ligadas à “máfia dos concursos”. A ação penal tem como objetivo apurar o esquema ilegal identificado no certame da Polícia Federal (PF) de 2025.
O MP imputa aos denunciados os crimes de organização criminosa, fraude em certame de interesse público, lavagem de dinheiro, corrupção, falsidade documental e embaraço à investigação.
Os 10 denunciados são apontados como integrantes ou colaboradores da “máfia dos concursos”. O grupo visava fraudar certames em diferentes estados. A denúncia detalha que a organização criminosa atuava de forma coordenada, com divisão de tarefas e núcleos operacionais na Paraíba, em Pernambuco e em Alagoas.
Investigações apontaram que o grupo utilizava métodos sofisticados que incluíam a captação de candidatos interessados, infiltração de pessoas para fotografar provas, envio de imagens em tempo real a especialistas e entrega dos gabaritos mediante pagamento de valores elevados.
Concurso da PF de 2025
- O concurso alvo da “máfia dos concursos” foi para o cargo de delegado da PF, realizado no dia 27 de julho de 2025.
- A investigação apontou que um dos beneficiários foi uma pessoa ligada diretamente com o núcleo criminoso.
- “Elementos de prova incluem movimentações financeiras atípicas e trocas de mensagens que evidenciam a participação no esquema”, diz o MP.
- De acordo com a denúncia, o controle financeiro da operação seguia lógica comercial, com valores definidos a partir do salário inicial dos cargos pretendidos, podendo alcançar cifras superiores a R$ 280 mil por candidato.
Os 10 denunciados foram identificados conforme suas funções na organização, incluindo gestores, intermediários, responsáveis pela resolução das provas, executores da extração das imagens e beneficiários do esquema.
O MPF pedirá a revogação dos benefícios de colaboração premiada concedidos a dois dos denunciados, em razão do descumprimento dos termos acordados.
Segundo o Ministério Público, as apurações constataram que ambos omitiram informações relevantes e continuaram a praticar atividades ilícitas, mesmo após firmarem acordo de colaboração.
