MP: ex-estagiário oferecia serviço de advocacia por academia grátis

Segundo o MP do Paraná, o jovem chegou a orientar o acusado de violência doméstica na tentativa de ajudá-lo a conseguir a absolvição

atualizado

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1 de 1 Print mostra que ex-estagiário oferecia serviço de advocacia por academia grátis - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

Um jovem, que não teve a identidade divulgada, é acusado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) de oferecer serviços de advocacia da mãe a um acusado de violência doméstica, dono de uma academia, em troca de isenção na mensalidade. Ele era estagiário de pós-graduação em direito e fazia residência técnica no órgão.

Confira a conversa a seguir:

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Print mostra ex-estagiário oferecendo serviço de advocacia da mãe
Print da conversa do jovem com o acusado
Estagiário contatou acusado de violência doméstica por mensagem
Jovem chama acusado para propor acordo
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Jovem chama acusado para propor acordo

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Print mostra ex-estagiário oferecendo serviço de advocacia da mãe

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Print da conversa do jovem com o acusado
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Print da conversa do jovem com o acusado

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Estagiário contatou acusado de violência doméstica por mensagem
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Estagiário contatou acusado de violência doméstica por mensagem

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Em mensagens, ele inicia a conversa com: “Boa tarde, mestre, tudo bem? Bom, vou direto ao assunto kk, o caso do senhor veio parar aqui na promotoria que eu trabalho, e uma funcionária acabou comentando que o senhor iria pegar uma advogada dativa para acompanhar o processo”.

Segundo o MPPR, o jovem teria insinuado que a atuação dentro da Promotoria de Justiça também poderia favorecer o andamento do processo.

“Na intenção de captar o possível cliente para o escritório da mãe, ele teria dado a entender que sua posição dentro da Promotoria de Justiça seria benéfica ao acusado, com grande possibilidade de sucesso no desenrolar do processo”, informou o órgão.

As irregularidades foram descobertas após a ex-mulher do acusado, vítima do caso de violência doméstica, encontrar mensagens enviadas pelo residente ao homem.

Depois da separação, ela ficou com o celular dele e levou as conversas à Promotoria de Justiça, o que permitiu identificar o servidor.

Nessa quarta-feira (27/5), ele foi denunciado pelos crimes de violação de sigilo funcional, corrupção passiva e fraude processual.

O processo corre em sigilo e segue em análise na Justiça.

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