MP apura se Gabriel Monteiro usava servidores em produtora particular

Se for confirmado que o vereador usava funcionários da Casa para serviços pessoais, fica caracterizada a improbidade administrativa

atualizado 01/04/2022 16:07

O vereador carioca Gabriel Monteiro, denunciado recentemente no programa Fantástico, posa para foto com fuzil, a noite, em um local isolado - Metrópoles Reprodução/ Redes Sociais

Rio de Janeiro – O Ministério Público vai investigar se o vereador e ex-PM Gabriel Monteiro (sem partido) usava servidores lotados na Câmara dos Vereadores do Rio, que recebem dos cofres públicos, para trabalhar na produtora dele, responsável por colocar vídeos do parlamentar nas redes sociais.

Político-youtuber, ele tem mais de 21 milhões de seguidores e ganharia, segundo especialistas, de R$ 60 mil a R$ 240 mil na plataforma, por mês. O procedimento foi instaurado pela 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania da Capital nesta sexta-feira (1°/4).

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Pelo menos sete marcas já interromperam o patrocínio do canal do vereador no YouTube após as investigações por assédio sexual e moral e exploração e constrangimento infantil. As denúncias foram veiculadas no Fantástico no domingo (27/3).

O órgão vai convocar dois ex-servidores e uma funcionária da produtora de Gabriel Monteiro para prestar esclarecimentos. Se for confirmado que o vereador usava os funcionário da Casa para serviços pessoais, fica caracterizada a improbidade administrativa, ato contrário aos princípios da administração pública.

O parlamentar também será chamado para prestar esclarecimentos. A 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania da Capital  vai solicitar ainda esclarecimentos à Câmara dos Vereadores sobre a necessidade do parlamentar andar com escolta. O pedido de segurança foi feito à PM pela Casa em junho do ano passado.

Gabriel Monteiro também é acusado de forjar vídeos para publicar em redes sociais. Em um deles, funcionário do político pede para um morador em situação de rua forjar um furto.

A 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) investiga o vazamento de três vídeos íntimos do parlamentar, entre eles um com uma menor de 15 anos. Ele alega que tinha a informação de que adolescente era maior de idade. Há ainda investigações de gravações na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav).

O vereador nega todas as acusações.

Conselho de Ética

Na segunda-feira (4/4), membros do Conselho de Ética e Disciplina da Câmara dos Vereadores se reúnem com promotores do Ministério Público, às 17h, na sede da entidade, no Centro, para apurar as denúncias contra Gabriel Monteiro.

Só após a análise das denúncias, o colegiado vai decidir se haverá representação contra parlamentar que podem resultar na cassação do mandato.

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