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Mourão sobre toque de recolher: “Não adianta impor algo nacional”

O vice-presidente afirmou que a medida proposta por secretários de Saúde seria “imposição”, semelhante “à ditadura”

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Vice presidente Hamilton Mourão chegando ao ministério Lançamento da coleção de livros “Pensadores do Brasil”, pelo Instituto General Villas Bôas 18
1 de 1 Vice presidente Hamilton Mourão chegando ao ministério Lançamento da coleção de livros “Pensadores do Brasil”, pelo Instituto General Villas Bôas 18 - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou, na manhã desta terça-feira (2/3) que o país não tem a possibilidade de decretar um lockdown nacional, como sugeriram secretários e especialistas de saúde. De acordo com ele, a medida se trata de “imposição”.

“Não adianta você querer impor algo nacional, como é que você vai fazer isso pra valer? A imposição. Nós não somos ditadura né. [Na] ditadura é fácil né, tu sai dando ‘baguarnada’ em todo mundo aí. Vai ter que haver uma campanha em todos os níveis de conscientização da população”, disse o vice-presidente.

Em decorrência do aumento da média diária de mortes em decorrência da Covid-19 e da falta de leitos de UTIs, pelo menos 12 governadores declararam restrições de circulação de pessoas nos estados, principalmente no horário noturno, além do fechamento de estabelecimentos comerciais e até lockdown parcial ou total.

Entre as unidades federativas com mais restrições, estão Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Bahia e DF, que fecharam serviços não essenciais.

Nessa segunda (1º/3), secretários de Saúde sugeriram que o governo federal declarasse lockdown nacional como medida para conter a pandemia.

“As experiências que nós tivemos de lockdown foram todas frágeis e não tivemos um lockdown como aconteceu na Ásia, na China, Coreia e Singapura. Nós precisamos de um lockdown. Não tem como parar de crescer a pandemia sem parar a transmissão. Precisa buscar essa parada por 15 dias, no mínimo, que é o tempo necessário para acabar com esse fluxo”, disse Gonzalo Vecina, fundador da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O general Mourão se manifestou contrário à sugestão, dizendo que cada estado do Brasil tem sua peculiaridade. “Eu considero que isso aí são coisas de cada lugar, porque o Brasil é muito diferenciado, cada população tem sua característica. Se você for analisar, são cinco países diferentes em um só: o Norte é uma coisa, o Nordeste é outra etc.”, destacou.

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