Mourão defende punição em Brumadinho: “Mas é punir mesmo”

O presidente em exercício afirmou que devem ser apuradas todas as circunstâncias da tragédia e aplicadas punições para os envolvidos

atualizado 28/01/2019 14:11

Romério Cunha/VPR

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, defendeu nesta segunda-feira (28/1) a punição exemplar dos responsáveis pela tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais. O general afirmou que devem ser apuradas todas as circunstâncias do desastre e aplicadas punições para quem estiver envolvido. “Mas é punir mesmo, punir mesmo”, reforçou.

Questionado sobre a possibilidade de afastamento da diretoria-executiva da Vale, Mourão afirmou que a questão é analisada pelo gabinete de crise do governo, criado desde sexta-feira (25), quando ocorreu o rompimento da barragem na cidade mineira. “Essa questão é estudada pelo grupo de crise. Tem que estudar, não tenho certeza se a recomendação pode ser feita. Vamos aguardar as linhas de ações que estão levantando.”

Ao defender a importância da punição aos responsáveis pela tragédia, tanto criminalmente quanto financeiramente, Mourão completou : “É preciso uma punição que doa no bolso. Se houve imperícia, imprudência ou negligência por parte de alguém de dentro da empresa, essa pessoa precisa responder criminalmente. Afinal de contas, quantas vidas foram perdidas nisso?”, questionou.

A preocupação com a preservação do meio ambiente em contraponto com a agropecuária é uma das pautas do atual governo, segundo Mourão. “Eu acho que o presidente já sinalizou a preocupação com o meio ambiente lá em Davos (Suíça). Não podemos nos furtar disso, o número de pessoas na terra cresceu e junto com ele aumentou a exploração econômica dos recursos. Temos que preservar”, alertou.

Para finalizar, em tom de brincadeira, Mourão afirmou que se não houver esse tipo de preocupação, as pessoas não terão mais espaço na terra. “Temos que preservar, senão teremos que viver em marte.”

 

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