Mourão atribui queda da popularidade de Bolsonaro a “ruídos”

De acordo com o vice, três temas estão desfavorecendo o presidente: vacinas, investigação contra o ministro da Saúde e eleições no Congresso

atualizado 25/01/2021 12:52

Andre Borges/Esp. Metrópoles

Vários manifestantes brasileiros protagonizaram, no fim de semana (23 e 24/1), atos contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) relacionou a reprovação do governo a possíveis “ruídos”.

“Acho que está havendo um momento de bastante ruído, primeiro pela questão da vacina: o governo está fazendo o possível e o impossível para manter em um fluxo contínuo. A questão de Manaus, no momento que for esclarecida, diminui esse ruído. E, óbvio, a eleição das duas Casas aí, que influi, né? Semana que vem acho que baixa um pouco”, opinou.

Sobre Manaus, o vice-presidente se refere ao inquérito instaurado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) com o intuito de investigar a conduta do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, diante da crise da pandemia da Covid-19 no estado do Amazonas.

Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (22/1) mostrou que Bolsonaro (sem partido) perdeu popularidade em meio ao agravamento da crise de gestão da pandemia de Covid-19. A reprovação ao governo inverteu a curva e voltou a superar a aprovação.

Manifestações contra o presidente

O fim de semana foi marcado por protestos contra o presidente em diferentes cidades do país. Em São Paulo, por exemplo, nos dois dias seguidos, motoristas foram às ruas protestar contra o governo.

O grupo pedia o impeachment do chefe do Executivo e a demissão do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, devido à condução de políticas públicas na pandemia do novo coronavírus.

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Em Brasília, tanto no sábado (23/1) quanto no domingo (24/1), manifestantes se reuniram em prol do impeachment de Bolsonaro, a favor da disponibilização imediata de vacina contra a Covid-19 para toda a população e contra a gestão de Pazuello. Carreatas e passeatas foram convocadas por movimentos sociais e estudantis e partidos políticos.

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