Motta vai fazer “limpa” e pode anunciar CPIs após superar crise do IOF

Durante reunião de líderes, Motta sinalizou que vai analisar fila de CPIs represadas na Câmara, mas só após analisar saída para arrecadação

atualizado

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1 de 1 hugo motta - Metrópoles - Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou na reunião de líderes desta quinta-feira (29/5) que pretende analisar os requerimentos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) após a Casa superar a crise do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Atualmente, existem 14 pedidos protocolados na Casa, já com o número mínimo de assinaturas, aguardando sua deliberação.

De acordo com Motta, é preciso analisar cada pedido para saber se os objetos de investigação não se tornaram obsoletos. Neste momento, a oposição pressiona o presidente da Câmara para instaurar uma CPI sobre as fraudes bilionárias Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O presidente da Casa tem demonstrado reticência, uma vez que a proposta é rejeitada pela base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tem potencial para dividir a Câmara.

Como Motta afirmou que só começaria a analisar os pedidos após a resolução da crise do IOF, qualquer anúncio sobre CPIs pode demorar. O Congresso e a Presidência estão num cabo de guerra sobre o aumento do IOF. A medida pegou parlamentares de surpresa, que se articulam para derrubá-la.

A reação encontrou um freio, porém, quando o governo afirmou que não há dinheiro e que pode contingenciar até emendas para fechar as contas públicas.

Como não topou abrir a CPI do INSS e também não deu um retorno efetivo para encaminhar o projeto de anistia aos envolvidos do 8 de Janeiro, líderes entenderam que a sinalização de Motta sobre abertura de outros colegiados como um aceno à oposição.

Confira os pedidos de CPI represados:

  • RCP 3/2025: Investigar crimes digitais contra pessoas em situação de vulnerabilidade.
  • RCP 2/2025: Investigar fraudes no INSS envolvendo sindicatos, com foco em cobranças indevidas a aposentados e pensionistas, estimadas em até R$ 6,3 bilhões.
  • RCP 1/2025: Investigar crimes contra crianças e adolescentes em redes sociais, especialmente os que envolvem recrutamento para violência ou automutilação no ambiente escolar.
  • RCP 4/2024: Investigar a demarcação, uso e gestão de terras indígenas.
  • RCP 3/2024: Investigar denúncias de estupro contra mulheres e suas possíveis relações com outros tipos de violência de gênero.
  • RCP 2/2024: Investigar irregularidades dos planos de saúde (CPI dos Planos de Saúde).
  • RCP 1/2024: Investigar denúncias de exploração sexual infantil na Ilha do Marajó, no estado do Pará.
  • RCP 11/2023: Investigar a renovação de contratos de fornecimento de energia envolvendo as empresas Âmbar Energia e Karpowership.
  • RCP 10/2023: Investigar indeferimentos irregulares por concessionárias de energia elétrica em pedidos de conexão de Micro e Minigeração Distribuída (MMGD).
  • RCP 9/2023: Investigar o crime organizado e sua relação com o aumento da violência e dos homicídios no Brasil.
  • RCP 8/2023: Investigar violações de direitos fundamentais e abusos de autoridade por membros do TSE e do STF.
  • RCP 7/2023: Investigar o tráfico infantil e a exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil.
  • RCP 6/2023: Investigar o aumento do uso de crack no país.
  • RCP 5/2023: Investigar irregularidades de empresas de venda de passagens promocionais, hospedagens e serviços similares, como cancelamentos unilaterais e falta de repasses.

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