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Brasil

Morta na Argentina, brasileira alugou barriga para filhos de assassino

Fernando Alves Ferreira, que havia contratado a vítima, se declarou culpado do crime. Eles moravam juntos em Bariloche

22/02/2022 08:40, atualizado 22/02/2022 12:24
Reprodução/Redes Sociais
Morta na Argentina, brasileira alugou barriga para filhos de assassino

Fernando Alves Ferreira, assassino confesso de Eduarda Santos de Almeida, de 27 anos, disse, em audiência de custódia, que contratou a vítima para ser barriga de aluguel e, após isso, passou a ser chantageado por ela. O homem matou a brasileira com nove tiros, na cidade de San Carlos de Bariloche, na Argentina.

O assassino confesso contou que ele e o marido contrataram Eduarda para que ela desse à luz os filhos gêmeos do casal. O companheiro de Fernando, no entanto, foi contaminado com a Covid-19 e morreu há sete meses. Desde então, Fernando e Eduarda passaram a morar juntos.

Segundo o relato de Fernando, Eduarda passou a fazer exigências que não estavam previstas no contrato de barriga de aluguel.

Além de pedir maiores quantias de dinheiro, a jovem o ameaçava, segundo ele, de levar as crianças para o Rio de Janeiro, onde residia antes de ir à Argentina, e dizia ter ligação com o tráfico.

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Se condenado, Fernando poderá pegar uma pena de 20 a 30 anos de prisão pelo crime de feminicídio na Argentina.

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Entenda o caso

Eduarda Santos de Almeida foi vítima de feminicídio em Bariloche. Fernando Ferreira se declarou culpado do crime e alegou que estava “correndo risco de vida” por ter notado que faltavam munições de uma arma que o casal brasileiro tinha.

O corpo de Eduarda foi encontrado na região turística de Circuito Chico com vários hematomas e marcas de nove tiros.

Segundo o jornal argentino El Cordillerano, Fernando se apresentou à Justiça no último dia 18, mesmo contra a recomendação dos advogados de defesa.

“Gostaria de receber apoio psicológico e me declaro culpado pela morte de Eduarda Santos. Sou responsável. Não planejei, mas tive a opção, considerando que minha vida estava em perigo. Desculpe, mas minha vida veio em primeiro lugar”, disse o criminoso.

Além de acompanhamento psicológico, o homem pediu investigação no celular e disse que a segurança dos filhos estaria em primeiro lugar. “Minha cunhada já chegou a Bariloche e é responsável pelos meus filhos. Neste momento, é a coisa mais importante para mim”, frisou.