Moro sobre Altamira: “Remédio é separar facções, não soltar criminoso”

Ministro da Justiça e Segurança Pública alega que o massacre deve ser enfrentado, mas sem libertar presos que superlotam as cadeias

atualizado

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Raimundo Sampaio/Especial para o Metrópoles
Sergio Moro – PRF
1 de 1 Sergio Moro – PRF - Foto: Raimundo Sampaio/Especial para o Metrópoles

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou nesta quarta-feira (31/07/2019) que o remédio para tratar a tragédia que aconteceu no presídio em Altamira, no Pará, é “separar as facções, não deixar criminosos soltos”.

“Enviamos uma força-tarefa de intervenção penitenciária para auxiliar no transporte dos presos e no treinamento de agentes penitenciários”, disse o ministro.

Ainda segundo Moro, o serviço de inteligência do governo federal e do estado não tinham informações sobre a situação. “Todos esses fatos são lamentáveis, mas o que importa é a reação das instituições quanto a eles. O governo federal, o governo do presidente Bolsonaro e o Ministério da Justiça e Segurança Pública estão tomando todas as providências necessárias”, garantiu.

Moro participou de solenidade referente aos 91 anos da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Estava também presente no evento a ministra das Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.

“Sempre estou nos eventos da PRF porque me sinto parte deles”, disse Damares.

Durante discurso, o ministro afirmou que o governo Jair Bolsonaro (PSL) quer o fortalecimento dos policiais rodoviários federais. E afagou a categoria: “Só escuto elogios da PRF aonde vou”. Na ocasião, Moro entregou aos familiares de policiais mortos em serviço uma placa em homenagem aos trabalhos prestados. O ato foi acompanhado com muita emoção pelos presentes.

Na ocasião, o chefe da pasta assinou um plano estratégico para a PRF, que conduzirá o órgão, juntamente com o Ministério da Justiça, de 2020 até 2028.

Detentos mortos
Quatro detentos foram mortos, na noite dessa terça-feira (30/07/2019), durante transferência do presídio de Altamira, no Pará, após uma rebelião que deixou 62 mortos. Segundo informações da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), os presos eram da mesma organização e comparsas no confronto entre as facções Comando Vermelho (CV) e Comando Classe A (CCA).

Os agentes encontraram os corpos dos quatro dentro do veículo ao chegarem ao município de Marabá, no sudeste do estado. A Segup informou que a causa da morte foi enforcamento, mas ainda não se sabe quais as circunstâncias dos assassinatos.

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