Moraes manda PF ouvir Câmara, Kuntz e Cid em até 15 dias
Inquérito no STF apura possível obstrução de investigação sobre organização criminosa envolvendo Marcelo Câmara
atualizado
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A Polícia Federal (PF) deverá ouvir, em até 15 dias, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Marcelo Costa Câmara, seu advogado Luiz Eduardo de Almeida Santos Kuntz e o tenente-coronel Mauro Cid sobre a troca de mensagens clandestinas realizadas por meio do perfil @gabrielar702 no Instagram. A determinação foi feita pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro de um novo inquérito que apura possível tentativa de obstrução de investigação sobre organização criminosa.
A decisão foi tomada na mesma ocasião em que Moraes decretou a prisão preventiva de Câmara, nesta quarta-feira (18/6). Segundo o ministro, há indícios de que o ex-auxiliar de Bolsonaro, por meio de seu advogado, tentou acessar informações sigilosas relacionadas à delação premiada de Mauro Cid.
“No período em que era investigado e também durante o período que esteve preso preventivamente, por meio de seu advogado, (Câmara) buscou obter informações sigilosas acerca do acordo de colaboração premiada do corréu Mauro César Barbosa Cid, o que pode caracterizar, em tese, o delito de obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa”, escreveu Moraes em sua decisão.
O novo inquérito será distribuído por prevenção à Ação Penal 2.693, que também tramita no STF e investiga supostos crimes atribuídos ao entorno do ex-presidente Bolsonaro.
Segundo o documento, o perfil @gabrielar702 teria sido usado para buscar informações sigilosas sobre o conteúdo da colaboração de Mauro Cid, que é delator no caso.
