Fabio Serapião

Abin Paralela: Ramagem buscou informação sobre facada em Bolsonaro

Relatório da PF sobre caso da Abin Paralela mostra que o então diretor da Agência de Inteligência pediu informações do caso

atualizado

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Ex-Abin Alexandre Ramagem entrevista. Brasília -Metrópoles
1 de 1 Ex-Abin Alexandre Ramagem entrevista. Brasília -Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O relatório da Polícia Federal (PF) sobre a “Abin Paralela” mostra que o deputado Alexandre Ramagem procurou informações sobre o andamento do caso da facada no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com um subordinado.

Ramagem foi um dos indiciados pela PF ao concluir a investigação e encaminhar o material para o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Ao longo do mandato como presidente, Jair Bolsonaro sempre questionou a investigação da Polícia Federal sobre o caso.

No final do mandato de Bolsonaro, após dezenas de críticas do então presidente, a PF chegou a avançar em uma apuração sobre uma suposta relação dos advogados do autor da facada com o Primeiro Comando da Capital.

Na época, em março de 2022, Ramagem ainda era diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). No documento, a PF traz uma série de prints de mensagens trocadas entre Ramagem e Marcelo Bormevet, seu então subordinado, perguntando sobre o caso.

“Bormevet, faça uma análise do caso adelio [sic]. Coisa Simples. Como está agora. Em q ponto Relatório Quebras etc”, diz ele a Bormevet.

Adélio Bispo é o autor da facada em Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, que quase tirou a vida do candidato.

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Ramagem segue: “Acredito que tenha tudo em fonte aberta. Para hoje à noite. Preciso saber condição dele no sistema prisional Onde está há qto tempo Etc. A quebra do tel de advogados Etc”.

As mensagens chegaram a Bormevet por meio de um terceiro, que encaminhou as mensagens de Ramagem, referido como “RMG”.

Na época, o caso Adélio estava na Diretoria de Inteligência Policial (DIP) da PF, fato apontado como de interesse para a investigação, segundo o delegado do caso.

No relatório da PF, o delegado afirma, no entanto, que não foi possível identificar se houve compartilhamento de informações de inteligência produzidas pelos policiais federais à Abin chefiada por Ramagem.

A PF também cita anotações de Alexandre Ramagem Rodrigues que indicam o interesse do deputado no caso Adélio.

Consta no relatório que Ramagem foi questionado sobre a busca de informações do caso com a PF. Ele disse que “participou de reuniões com representantes da PF sobre a apresentação do caso Adélio” e que “não se recorda de informações que foram compartilhadas pela DIP”.

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