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Brasil

Moraes dá 24h para PGR avaliar soltura de Fábio Vieira, ex-comandante da PMDF

Defesa do ex-comandante-geral da Polícia Militar do DF Fábio Augusto Vieira alegou sua inocência após divulgação do relatório do interventor

31/01/2023 14:30, atualizado 31/01/2023 15:01
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Reprodução / PMDF
Fábio Augusto Vieira, comandante-geral da PMDF, reconduzido ao cargo pelo governador Ibaneis Rocha - Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o pedido de soltura feito pela defesa do ex-comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal Fábio Augusto Vieira (foto em destaque).

O pedido dos advogados ocorreu após a divulgação do relatório do interventor da segurança pública no Distrito Federal, Ricardo Cappelli, com detalhes e conclusões a respeito da violenta  tentativa de golpe de Estado em Brasília.

Preso por ordem de Moraes por suposta omissão ou conivência nos atos terroristas de 8 de janeiro, Vieira alegou que o próprio relatório sobre os ataques prova a sua inocência.

“Há diversos argumentos que estão apoiados pelas provas juntadas pelo relatório do interventor. A apuração dos fatos não permite outra decisão juridicamente justificada diferente da revogação da prisão do coronel Fábio Vieira”, declarou Thiago Turbay, advogado do ex-comandante.

No pedido de soltura, a defesa cita que o policial esteve pessoalmente tentando impedir a invasão aos prédios do Congresso Nacional, STF e Palácio do Planalto. Vieira chegou a ser ferido na cabeça pelos manifestantes. Em imagens, o coronel aparece sangrando na região do rosto.

Na avaliação do advogado ao entrar com o pedido, o relatório divulgado reitera que não houve omissão do militar durante a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. “Ao contrário, revela o inequívoco esforço pessoal do então comandante-geral para impedir a depredação pública e as violações contra o Estado Democrático de Direito e suas instituições”, afirma nota da defesa.

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Manifestantes invadem Congresso Nacional e destroem parte inferior do gramado, entrando em confronto com a polícia
Terroristas invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília
Cavalaria tenta impedir atos de vandalismo e invasão de manifestantes
Baderneiros destruíram bens móveis e imóveis
Manifestantes bolsonaristas invadem a Esplanada dos Ministérios e promovem atos de vandalismo e terrorismo em prédios públicos
Atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023
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Atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023

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Manifestantes invadem Congresso Nacional e destroem parte inferior do gramado, entrando em confronto com a polícia
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Manifestantes invadem Congresso Nacional e destroem parte inferior do gramado, entrando em confronto com a polícia

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Terroristas invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília
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Terroristas invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília

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Cavalaria tenta impedir atos de vandalismo e invasão de manifestantes
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Cavalaria tenta impedir atos de vandalismo e invasão de manifestantes

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Baderneiros destruíram bens móveis e imóveis
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Manifestantes bolsonaristas invadem a Esplanada dos Ministérios e promovem atos de vandalismo e terrorismo em prédios públicos
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Policiais agem contra invasores na frente do Congresso
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Centenas de pessoas acabaram presas nas manifestações
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Centenas de pessoas acabaram presas nas manifestações

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Manifestantes depredaram prédios públicos na esperança de um golpe
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Manifestantes depredaram prédios públicos na esperança de um golpe

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Relatório

O relatório foi elaborado pelo interventor Ricardo Cappelli. O texto detalha falhas operacionais no dia 8 de janeiro e traz diversos apontamentos sobre o dia. Em um dos pontos, o documento levanta ações e omissões de policiais militares que estão sendo investigadas pela Corregedoria.

São seis inquéritos abertos para apurar possíveis responsabilidades de PMs nas invasões e depredação promovidas por bolsonaristas golpistas na Praça dos Três Poderes.

Cappelli criticou o comando da PMDF no dia dos atos. “Não houve plano operacional nem ordem de serviço. Não há registro de quantos homens iriam. O que houve, apenas, foi um repasse burocrático, um ofício recebido para algumas unidades pelo Departamento de Operações. Isso é central, quem faz é o Departamento de Operações da Polícia Militar. O chefe em exercício do DOP encaminha burocraticamente esse memorando para algumas unidades. Chama atenção, então, as duas questões: não houve plano operacional, nem sequer ordem de serviço”, disse.

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