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Brasil

Moraes classifica como "esdrúxula" nota da Defesa sobre as urnas

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, está votando na ação penal que atrela uma suposta trama golpista a Bolsonaro e outro sete réus

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
STF - Plenario - A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta terça-feira (9/9) - Metropoles

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), definiu como “esdrúxula” nota feita pelas Forças Armadas sobre uma suposta fraude nas eleições de 2022. A fala ocorreu na manhã desta terça-feira (9/9) durante o julgamento da ação penal que apura suposta trama golpista atrelada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e outro sete réus.

Acompanhe:

Moraes detalhou que Bolsonaro pediu para que o ex-ministro da Defesa, general da reserva Paulo Sérgio Nogueira, colocasse evidências de fraudes nas eleições no relatório das Forças Armadas.

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Deputado federal Luciano Zucco
Primeira Turma do STF
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Ministro Cristiano Zanin
Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia
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Ministro Alexandre de Moraes
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Ministro Alexandre de Moraes

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“Uma das mais esdrúxulas notas vergonhosas que um ministro da Defesa do Brasil pode ter emitido. Uma nota tentando disfarçar uma conclusão das Forças Armadas. E por que isso? Para manter a chama do discurso das fraudes nas eleições e impedir a posse do presidente e vice eleitos”, ressaltou Moraes.

À época, o texto, assinado pelo ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), destacou dois pontos observados pelos especialistas das Forças Armadas. O primeiro é de que “foi observado que a ocorrência de acesso à rede, durante a compilação do código-fonte e consequente geração dos programas (códigos binários), pode configurar relevante risco à segurança do processo”.

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O segundo, dos testes de funcionalidade, realizados por meio do Teste de Integridade e do Projeto-Piloto com Biometria, para o Ministério da Defesa, “não é possível afirmar que o sistema eletrônico de votação está isento da influência de um eventual código malicioso que possa alterar o seu funcionamento”.

Apesar de levantar a suspeita, o documento não diz como o sistema poderia ter o funcionamento alterado, ou se isso ocorreu.