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Moraes autoriza exame de ultrassom em Bolsonaro na sede da PF

Defesa havia pedido autorização para a entrada de um médico com um ultrassom portátil, a fim de verificar a presença de uma hérnia inguinal

Pablo Giovanni, Gabriel Buss13/12/2025 19:43, atualizado 13/12/2025 19:56
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Jair Bolsonaro em frente à sua residência. Brasília (DF), 03/09/25

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, neste sábado (13/12), que um exame de ultrassom seja realizado no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (PF). A defesa havia pedido a entrada de um médico com um aparelho de ultrassom portátil na quinta-feira (11/12) para verificar a existência de hérnia inguinal bilateral.

A demanda era para que o médico Bruno Luís Barbosa fosse autorizado a ir nas dependências da Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro está preso desde o dia 22 de novembro.

Na decisão deste sábado, Moraes relembrou que as visitas dos médicos do ex-presidente devidamente cadastrados “não necessitam de prévia comunicação, observando-se as determinações legais e judiciais anteriormente fixadas”.

Novo pedido foi feito após negativa para cirurgia

O pedido de ultrassom foi feito depois do ministro do STF dizer que os documentos apresentados pelos advogados para pedir nova cirurgia em Bolsonaro eram antigos e determinar que a Polícia Federal faça perícia médica oficial, no prazo de 15 dias, para avaliar a necessidade de imediata intervenção cirúrgica. O prazo ainda está correndo.

A defesa de Bolsonaro apresentou, em 9 de dezembro, petição na qual pede autorização para que o ex-presidente realize procedimentos cirúrgicos no hospital DF Star, em Brasília. Os advogados também pediram que Bolsonaro ficasse no hospital pelo “tempo necessário” para ter recuperação adequada.

Moraes ressaltou na decisão anterior que os exames médicos apresentados pela defesa “não são atuais, sendo que o mais recente foi realizado há 3 meses, sem que à época os médicos tenham indicado necessidade de imediata intervenção cirúrgica”.

Depois da primeira decisão do ministro, a defesa alegou na quinta-feira (11/12) que “recebeu pedido médico específico e atualizado, subscrito pelo Dr. Claudio Birolini, requisitando, em caráter de urgência, a realização de ultrassonografia das regiões inguinais direita e esquerda, para constatação de hérnia inguinal bilateral”.

Os advogados ressaltavam na solicitação que o intuito é agilizar e “viabilizar a instrução pericial oficial, fornecendo elementos diagnósticos atualizados sem necessidade de deslocamento”.

O documento solicitava que o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli “ingressasse nas dependências da Superintendência da Polícia Federal portando equipamento portátil de ultrassom, a fim de realizar os exames de ultrassonografia das regiões inguinais direita e esquerda”.

Preso desde 22 de novembro

Bolsonaro está preso desde 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília (DF). Ele começou cumprindo prisão preventiva em regime fechado no local por causa dos episódios da vigília e da tornozeleira. Após o trânsito em julgado do processo, em 25 de novembro, sobre a trama golpista, Jair Bolsonaro passou a cumprir a sentença em regime fechado.

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