Moraes aparece rouco em sessão do STF e brinca: “Acidente de trabalho”. Veja vídeo
O ministro iniciou o julgamento do núcleo 2 de trama golpista nesta terça-feira (16/12), com a leitura do voto sobre os 6 réus do caso
atualizado
Compartilhar notícia

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), começou a ler seu voto no julgamento desta terça-feira (16/12) com a voz rouca. Logo no início da análise da ação penal dos réus do núcleo 2 de trama golpista, o magistrado explicou a rouquidão: “Me perdoe pela voz, acidente de trabalho porque domingo fui ao jogo do Corinthians e Cruzeiro”.
No jogo, o time de Moraes, Corinthians, venceu do Cruzeiro e se tornou finalista da Copa do Brasil 2025. O Timão garantiu a vaga ao eliminar o adversário nos pênaltis, e enfrentará o Vasco na final.
Em seguida, Moraes fez a leitura de seu voto. Por volta das 9h30, o ministro expôs os nomes dos réus e iniciou a explanação sobre as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele rejeitou as preliminares apresentadas que tratavam de cerceamento de defesa.
Os seis réus do núcleo 2 são acusados de cuidar do gerenciamento das ações da organização criminosa que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder em 2022.
Compõem o Núcleo 2:
- Fernando de Sousa Oliveira (delegado da Polícia Federal);
- Filipe Garcia Martins Pereira (ex-assessor internacional da Presidência da República);
- Marcelo Costa Câmara (coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência);
- Marília Ferreira de Alencar (delegada e ex-diretora de Inteligência da Polícia Federal);
- Mário Fernandes (general da reserva do Exército);
- Silvinei Vasques (ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal).
Defesas e PGR
No primeiro dia de julgamento do núcleo 2, em 9 de de dezembro, os advogados dos seis réus fizeram as sustentações orais e pediram a absolvição de seus clientes. Já a PGR reiterou o pedido de condenação de todos os integrantes do grupo.
Neste segundo dia de julgamento, Moraes vota e, em seguida, os outros três ministros da Primeira Turma proferem suas opiniões na seguinte ordem: Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Logo depois, em caso de condenação, é feita a dosimetria das penas de forma individualizada.
Os réus respondem por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Último conjunto de réus
O núcleo 2 é o último que será julgado ainda em 2025, tendo em vista que o núcleo 5, no qual o jornalista Paulo Figueiredo é o único denunciado, não teve analisado o recebimento — ou não — da denúncia.



















