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Brasil

Ministro rejeita alta no preço do arroz no Mercosul: "Buscamos outro"

Ministro disse, ainda, que o aumento de preço do arroz pelo Mercosul não seria justo e que os países-membros "vão voltar para a realidade"

21/05/2024 09:01, atualizado 21/05/2024 13:58
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Antonio Araujo/Mapa
Imagem colorida do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante audiência pública do governo - Metrópoles

O leilão de compra de arroz fornecido pelo Mercosul nesta terça-feira (21/5) foi suspenso. Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, “nós demos uma demonstração ao Mercosul de que, se for querer especular, nós buscamos de outro lugar”, disse ao G1 nessa segunda-feira (20/5).

De acordo com o ministro, o leilão foi suspenso após o Mercosul aumentar o preço do cereal em até 30%.

O objetivo do ministério era adquirir toneladas de arroz dos países vizinhos do bloco, com a intenção de aumentar a oferta no mercado interno e evitar a alta de preços para os consumidores devido às enchentes no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do grão.

“Nós íamos comprar 100 mil toneladas, mas, pelos preços que o Mercosul estava anunciando, compraríamos só 70 mil. Certamente, eles vão voltar para a realidade, porque não é justo”, afirmou Fávaro ao G1.

Após as especulações, o ministro se reuniu com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para uma reunião de emergência, na última quinta-feira (16/5). O ministro explicou que a suspensão do leilão e a isenção do imposto de importação do arroz foram decisões tomadas pelo presidente.

Três tipos diferentes de arroz foram zerados para importação, segundo o governo federal, até 31 de dezembro deste ano, devido à tragédia climática no Rio Grande do Sul.

Não há nova data para o leilão.