Ministro diz ter receio que CPI do INSS atrase ressarcimentos

O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, é ouvido por deputados federais de duas comissões da Casa nesta terça (10/6)

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, durante depoimento no Senado sobre o escândalo do INSS - Metrópoles 10
1 de 1 Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, durante depoimento no Senado sobre o escândalo do INSS - Metrópoles 10 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou que receia que a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar as fraudes ao INSS possa atrasar o resarcimento às vítimas de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

O ministro da Previdência é ouvido, nesta terça-feira (10/6), pelos parlamentares em sessão conjunta das comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, ambas da Câmara dos Deputados.

“Qual o meu medo… qual é meu receio… minha preocupação, melhor dizendo…. esse governo não tem medo de nada, é o governo de deflagorou a operação doa a quem doer. Meu receio é que a CPI atrase o ressarcimento, é que a CPI se transforme em um palco de disputa política, o que não é raro que aconteça, onde o interesse do cidadão vai ficando em segundo plano e se torne uma guerra”, afirmou o ministro.

Wolney ainda frisou que “nenhum deputado nenhum senador sabe investigar mais ou tem mais dados nessa operação que a Polícia Federal ou a Controladoria-Geral da União”. “Eu acho que uma CPI é necessária quando não há investigação, quando o parlamento precisa investigar um caso que não está sendo investigado”, defendeu.

Na Câmara dos Deputados, um requerimento de instalação de uma CPI está na mesa do presidente Hugo Motta (Republicano-PB). Há, porém, a  expectativa de instalação de comissão parlamentar mista de inquérito, com apoio de deputados e senadores, ainda neste mês de junho.

Escândalo do INSS

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). No total, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

 

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