Minerais críticos: Lula evita bloco dos EUA e busca ampliar parcerias

Governo aposta em política de “universalidade” e afirma que segue aberto a negociar parcerias sobre minerais críticos com diferentes países

atualizado

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Ricardo Stuckert/PR
Os presidentes dos EUA e do Brasil, Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva
1 de 1 Os presidentes dos EUA e do Brasil, Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tende a não aderir à aliança comercial sobre minerais críticos proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A iniciativa foi lançada nesta semana e o Brasil recebeu um convite para integrá-la.

O Brasil adota uma política de “universalidade”, ou seja, está aberto a negociar o tema com diferentes países. Na visão de fontes ouvidas pelo Metrópoles, a proposta de Trump vai na contramão dessa postura, limitando possibilidades de parceria.

Além disso, o governo brasileiro prefere tratar o tema de forma bilateral ao invés de aderir a pactos multilaterais, como o lançado pelo republicano.

Nesse sentido, o Executivo negocia com a Índia um acordo sobre minerais críticos e terras raras. A expectativa é que o pacto seja assinado durante a visita do presidente Lula a Nova Delhi nas próximas semanas. O petista embarca ao país no dia 17 de fevereiro, e emendará em uma visita à Coreia do Sul. Além da questão dos minerais críticos, a viagem terá como foco a diversificação de mercados.

Aliança sobre minerais críticos

Na última quarta-feira (4/2), cerca de 50 representantes de países se reuniram em Washington para o lançamento da aliança. O Brasil enviou um representante de baixo nível diplomático, e optou por não endossar o pacto.

Por outro lado, Japão, México e a União Europeia aderiram ao acordo, buscando parcerias para conter vulnerabilidades na cadeia global, atualmente dominada pela China.

A aliança com o México, informou o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), inclui um plano de ação para o desenvolvimento de “políticas comerciais coordenadas” que deve ser adotado em até 60 dias. Nele, estão previstas a identificação, a exploração e as importações a preços mínimos de minerais críticos, com o objetivo de evitar possíveis interrupções de abastecimento de tais suprimentos.

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