Milton Ribeiro exonera do MEC secretária ligada a Abraham Weintraub

Ilona Becskehazy comandava há oito meses a Secretaria de Educação Básica do MEC, que tem orçamento anual de R$ 2 bilhões

atualizado 05/08/2020 11:57

Posse do ministro do MEC Milton Ribeiro no planaltoIsac Nóbrega/PR

O ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, promoveu mais mudanças nos quadros da pasta. Desta vez, ele dispensou a professora e militante educacional Ilona Becskehazy.

Ela faz parte do time escalado pelo ex-ministro da Educação Abraham Weintraub. Ilona comandava há oito meses a Secretaria de Educação Básica do MEC, que tem orçamento anual de R$ 2 bilhões.

O ministro, pelas redes sociais, anunciou a substituta nesta quarta-feira (5/8). Assume o posto a professora doutora Izabel Lima Pessoa, servidora de carreira da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Milton Ribeiro elogiou a nova secretária de Educação Básica. “Muita experiência em gestão de ensino público”, escreveu no Twitter. A exoneração e a nomeação não foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

Ilona cumpriu expediente nessa terça-feira (4/8). Ela participou de uma audiência pública no Senado e depois, de uma live com um deputado. “A gente não para”, comemorou nas redes sociais.

Ela completou: “O respeito mútuo e o trabalho independente, mas colaborativo entre os Poderes, é fundamental para a democracia”, escreveu.

Desde que assumiu o posto, Ilona foi duramente criticada por entidades ligadas à educação. Antes do MEC, ela trabalhou durante 15 anos na Fundação Lemann. A passagem no governo federal foi marcada por críticas, sobretudo aos governos do PT.

Em julho, dias após Milton assumir a pasta, Ilona desabafou em um blog pessoal. Escreveu que por sua “capacidade de trabalho” fez com que “nuvens negras estacionassem em cima do gabinete”.

A dispensa faz parte da estratégia para mudar a “cara” do MEC, que ficou com a pecha de uma das trincheiras da ala ideológica do governo sob a gestão de Weintraub.

Na semana passada, o ministro exonerou quatro assessores especiais remanescentes da gestão anterior. Os novos ocupantes do gabinete ainda não foram nomeados.

Ao assumir a pasta, Milton Ribeiro afirmou que promoveria uma gestão mais aberta ao diálogo e que o MEC adotaria um tom mais conciliador.

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