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Brasil

Menino morto após apanhar por não dar bom dia ao pai tem órgãos doados

Menino estava internado em estado gravíssimo e teve a morte confirmada na madruga desta quinta-feira (9/7). Caso aconteceu em Viamão (RS)

09/07/2026 11:35
Reprodução
imagem colorida menino morre apos ser espancado pelo pai

O menino de 3 anos que morreu após ser espancado pelo pai por não dar”bom dia”, em Viamão, na região metropolitana da capital gaúcha, teve os órgãos doados. Oliver Goldes Grayson estava internado em estado gravíssimo em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, e teve morte confirmada durante a madrugada desta quinta-feira (9/7).

A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde da capital, que disse que a captação dos órgãos foi feita nesta manhã, com autorização da família.

O pai, Dandre Jermaine Grayson, um missionário norte-americano de 33 anos, confessou o crime e está preso preventivamente desde domingo (5/7), quando o crime aconteceu.


Menino espancado

  • Em depoimento à Polícia Civil, o pai da criança afirmou que a motivação para as agressões foi o filho não ter lhe dado “bom dia”.
  • De acordo com a corporação, o homem relatou ter desferido socos no peito e no abdômen da criança, além de ter batido a cabeça do menino contra o chão. O crime aconteceu no distrito de Águas Claras, onde a família mora.
  • O próprio agressor levou o menino até o hospital de Viamão no domingo (5/7). Ao constatar as múltiplas lesões, a equipe médica acionou o 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O norte-americano foi preso em flagrante no hospital.
  • Devido à gravidade dos ferimentos, o menino foi transferido para Porto Alegre. Já no dia seguinte, na segunda-feira (6/7), durante audiência de custódia, a Justiça converteu o flagrante do pai em prisão preventiva.

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Violência contra os filhos

A Polícia Civil informou que há registros em pelo menos outros dois estados brasileiros que indicam que três dos demais filhos do casal, de 5, 7 e 9 anos, também teriam sido vítimas de agressões semelhantes. A situação de um bebê de um ano ainda é apurada e, até o momento, não há confirmação de que ele tenha sofrido violência.

Por determinação do Conselho Tutelar, os outros quatro filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional. Além dos maus-tratos contra as crianças, a investigação apura possíveis episódios de violência doméstica contra a esposa do missionário. A polícia solicitou uma medida protetiva para a mulher.

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Segundo as autoridades, a família vive no Brasil há nove anos e havia se mudado para Viamão há cerca de seis meses.