Vídeos: prédio em SP tem fachada “dominada” por centenas de maritacas
Moradores convivem há duas décadas com a “algazarra” das maritacas, que ficam atreladas à fachada do prédio em um curioso fenômeno
atualizado
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Quem nunca ficou incomodado com aquele vizinho festeiro, que às vezes abusa do som alto a qualquer hora do dia? Em um edifício no Tatuapé, bairro da Zona Leste de São Paulo, os moradores convivem com um grupinho barulhento há mais de duas décadas. No entanto, a “algazarra” deles por lá já virou rotina e até uma diversão para quem mora no lugar: são centenas de maritacas que, todos os dias, enfeitam a fachada do prédio.
A imagem é impressionante. O barulho, ensurdecedor. Segundo moradores relataram diversas vezes para a imprensa local, o grupo de aves sempre aparece no começo da manhã e no fim da tarde no já batizado “prédio das maritacas”. A “festinha” dura cerca de uma hora.
De longe, as pessoas avistam pequenos pontinhos verdes na larga parede de tijolinhos marrons. O lugar virou até ponto de contemplação, já que muitas pessoas vão até lá para assistir ao fenômeno da natureza que ocorre no meio de um bairro super movimentado. Vários vídeos e fotos publicados nas redes sociais mostram os espécimes em uma rotina curiosa (veja os vídeos abaixo).
E por que elas vão para lá?
A suposição dada por vários especialistas que souberam do caso é de que os espécimes de periquitão-maracanã (Psittacara leucophthalmus) buscam barro na fachada do prédio, que faz parte da dieta natural da espécie, num processo chamado geofagia.
Estudos apontam que o consumo de terra ocorre com o objetivo de reduzir o impacto de outros alimentos que a espécie tenha ingerido, auxiliando na redução da toxidez de alguns dos compostos das plantas que a ave ingere, além de fornecer nutrientes como sais minerais.
Os biólogos também apontam ser possível que as maritacas tenham “adotado” o prédio como um ponto de descanso, por conta da ausência de áreas florestais para um grupo grande como o delas. A fachada de tijolos pode ser usada também pelos espécimes para esfregar e afiar o bico, comportamento comum nas espécies de bico torto.
Esse prédio em São Paulo atrai várias maritacas (Psittacara leucophthalmus), que se alimentam das partículas presentes nos tijolos que ajudam na sua dieta. pic.twitter.com/kRMylt2g3Q
— Biodiversidade Brasileira (@BiodiversidadeB) January 8, 2021
Brazil: small green parrots living in São Paulo gather daily on this building to EAT THE BRICKS • parrots often eat clay in the wild to add minerals to their diet • amazing 📹 from @JuliotheArtist • July 2020 pic.twitter.com/ySnmKTvnFq
— neuro.social.self (@neurosocialself) July 8, 2020












