Mourão sobre Inpe fora da divulgação de queimadas: “Fui surpreendido”

O governo federal retirou do Inpe a função de monitorar queimadas. A tarefa fica agora a cargo do Inmet, no Ministério da Agricultura

atualizado 14/07/2021 16:59

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), disse, na tarde desta quarta-feira (14/7), que ficou surpreso com a mudança na divulgação de dados sobre queimadas e incêndios em florestas brasileiras – que antes, era atribuição do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e agora está a cargo do Inmet, no Ministério da Agricultura.

“Tomei conhecimento disso agora há pouco. Estou aguardando pra esclarecer essa situação, porque essa questão é acompanhada pelo grupo gestor junto ao Censipam, utilizando os dados do Inpe”, afirmou Mourão, que também cuida do Conselho Nacional da Amazônia Legal (Cnal).

“Nessa questão de queimadas, é importante que o número de focos de calor não significa incêndios. A análise de inteligência que vai dizer as áreas onde realmente estão ocorrendo os incêndios, para que o pessoal possa fazer a suas ações de combate. Fui surpreendido hoje de manhã. Quando eu tiver maiores detalhes, aviso”, continuou o general.

Durante reunião realizada no Ministério da Agricultura para fazer o anúncio sobre a mudança, o diretor do Inmet, Miguel Ivan Lacerda de Oliveira, afirmou que a função ficará a cargo do órgão, a partir de agora.

O Inmet, que é subordinado à pasta da Agricultura, começou a monitorar, na terça-feira (13/7), os locais com maior probabilidade de ocorrência de incêndios, por meio do Painel de Monitoramento ao Risco de Incêndio.

Segundo Oliveira, a mudança aconteceu para evitar problemas de integração de dados, uma vez que dados meteorológicos vinham do Inmet. “A pulverização na divulgação de dados sobre incêndio e meteorologia é um problema que o Brasil enfrentava há décadas, na verdade, há mais de 40 anos”, declarou.

O Ministério da Agricultura afirmou, em nota, que “a iniciativa se deu devido aos incêndios florestais e queimadas, que ocorrem normalmente de julho a setembro no Brasil central, ocasionando grande impacto ao meio ambiente, ao agronegócio e à economia brasileira”.

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