Amazônia registra recorde no índice de desmatamento em abril, diz Inpe

O desmatamento nos oito estados que compõem a Amazônia Legal cresceu 43% em relação ao mesmo mês do ano anterior

atualizado 07/05/2021 12:31

Welington Pedro de Oliveira

Os oito estados que compõem a Amazônia Legal – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão – registraram uma alta no desmatamento em comparação como mês de abril de 2020. Os dados são apurados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Com 581km² desmatados até o dia 29 de abril, o índice resulta na maior área devastada em abril, desde 2016. Isso significa um aumento de 43%  em relação ao mesmo mês em 2020. Os índices são catalogados pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).

Segundo o Inpe, até o mês de março de 2021 também houve muitos registros, com uma quantidade significativa de alertas: 367,61 km² desmatados até o respectivo mês.

Os números de abril coincidem com o fim da Operação Verde Brasil 2, que teve fim no dia 30 de abril, fazendo com que as Forças Armadas que vinham combatendo o avanço do desmatamento, focos de incêndio e garimpo ilegal na Amazônia. Ela foi deflagrada em maio de 2020, pela  Garantida da Lei e da Ordem (GLO).

O Plano Amazônia 2021/2022, elaborado para substituir a operação, em 12 páginas, indica a intenção do Conselho Nacional da Amazônia Legal, em reduzir, até o final de 2022, “os ilícitos ambientais e fundiários, bem como as queimadas e o desmatamento ilegal, aos níveis da média histórica do PRODES (2016/2020)”.

Além disso, o plano prevê também, assegurar o engajamento federal nas ações de proteção, preservação e desenvolvimento sustentável, na Amazônia Legal.

O Observatório do Clima se manifestou, por meio de uma nota, acerca dos índices: “A Amazônia virou um open bar para grileiros, madeireiros ilegais e garimpeiros”, afirma Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.

“Esses criminosos não têm nenhum incentivo hoje para reduzir o ritmo da devastação. Estão sentindo que esta é a hora deles. E estão ganhando de presente do governo e do Congresso várias tentativas de eliminar a proteção legal às florestas, como a anistia à grilagem e agora o projeto de lei de licenciamento”, continuou.

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