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Inpe: queimadas na Amazônia Legal crescem 49% em maio

Além dos incêndios, o local ainda enfrenta recorde de desmatamento há três meses consecutivos

atualizado

Mayke Toscano/Secom-MT

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou que o total de focos de queimadas registrados na Amazônia Legal em maio deste ano foi 49% maior que o número registrado no mesmo mês de 2020. O número é ainda 34,5% superior à média histórica do mês.

Em maio de 2021, foram registrados 2.679 focos de fogo na floresta. Em 2020, no mesmo mês, foram 1.798. A média histórica para o mês é de 1.991 focos, e o recorde para maio ocorreu em 2004, quando houve 5.155 pontos. O Inpe monitora os dados de queimadas em todos os biomas brasileiros desde 1998.

A Amazônia Legal corresponde a 59% do território brasileiro e engloba a área de oito estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Maranhão.

Além das queimadas, a Amazônia ainda enfrenta recorde de desmatamento há três meses consecutivos.

Até o dia 28, a região tinha 1.180 km² de área sob alerta de desflorestação, o maior número para o mês desde 2016. Os dados também são do Inpe.

É o terceiro mês consecutivo em que os índices batem recordes históricos mensais. Também é a primeira vez que a área sob alerta de desmatamento em maio passa dos 1 mil km².






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