Em 30 anos, Pantanal perdeu um terço da área coberta por água

Mais seco, o bioma foi o mais atingido por incêndios. Ao todo, segundo dados do MapBiomas, o território teve 57% da vegetação queimada

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Buda Mendes/Getty Images
Imagem colorida de seca no pantanal
1 de 1 Imagem colorida de seca no pantanal - Foto: Buda Mendes/Getty Images

No intervalo de 30 anos, a  maior planície úmida do planeta perdeu quase um terço da área coberta por água. O Pantanal, entre a cheia de 1988 e a de 2018 viu o perímetro alagado diminuir 29%.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (29/9) pelo MapBiomas, iniciativa do Observatório do Clima que monitora a devastação da vegetação e outros fenômenos climáticos.

Na primeira cheia registrada na série histórica de imagens de satélite analisadas pelo MapBiomas, esse total era de 5,9 milhões de hectares. Na última, em 2018, a área alcançou apenas 4,1 milhões de hectares.

A tendência alarmante continua em 2020. No ano passado, o número foi de 1,5 milhões de hectares, o menor nos últimos 36 anos.

Na prática, mais seco, o Pantanal está também mais suscetível ao fogo. “Os períodos úmidos favorecem o desenvolvimento de plantas herbáceas, arbustivas, aquáticas e semiaquáticas, acumulando biomassa. No período seco, a vegetação seca vira combustível para o fogo”, explica o MapBiomas, em nota.

Segundo a entidade, de todos os biomas brasileiros, o Pantanal foi o que mais queimou nos últimos 36 anos: 57% de seu território foi queimado pelo menos uma vez no período, ou 86.403 km².

Áreas de vegetação campestre e savanas foram as mais afetadas, respondendo por mais de 75% das áreas queimadas. Ao todo, 93% do fogo no período ocorreu em vegetação nativa; apenas 7% ocorreu em área antrópica.

Em 2020, foram mais de 2,3 milhões de hectares queimados — desde 1985, esse número só é menor do que a área queimada de 1999, com 2,5 milhões de hectares.

“A conservação do Pantanal, sua cultura e seu uso tradicional dependem dos ciclos de inundações e dos rios que nascem na região do Planalto, onde ficam as cabeceiras da Bacia do Alto Paraguai”, explica Eduardo Rosa, do MapBiomas.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?