*
 

A segunda fase da Operação Luz na Infância – a qual combate pedófilos agindo em todo o país, disseminando fotografias de crianças e adolescentes em cenas de sexo – foi deflagrada nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (17/5). Ao menos 2,6 mil policiais cumpriram 579 mandados de prisão e de busca e apreensão em 24 estados e no Distrito Federal.

Foram flagrados, até a última atualização desta matéria, 132 indivíduos incorrendo em crimes virtuais de pedofilia, três deles no Distrito Federal, nas regiões da Asa Norte, Cruzeiro Velho e no Park Way. Se trata de um aposentado, um empresário e um estudante de educação física. Todos eles compartilhavam e armazenavam conteúdo impróprio.

No balanço parcial nacional, 1 milhão de fotos ou vídeos com imagens de exploração de crianças e adolescentes foram encontrados. O Metrópoles teve acesso ao Núcleo de Monitoramento da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), local onde os agentes de inteligência realizaram o aprofundamento dos dados impróprios.

Conforme mostram as imagens a seguir, a Operação Luz na Infância, destrinchou os nichos de pedofilia em todo o país.

 

Luz na Infância no DF

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) cumpriu 14 ordens judiciais de busca no Plano Piloto e em outras 10 regiões administrativas. O objetivo dos investigadores é encontrar materiais pornográficos envolvendo menores de idade.

Os agentes ainda fizeram batidas em casas no Recanto das Emas, Vicente Pires, São Sebastião, Guará, Planaltina, Samambaia, Ceilândia e Taguatinga. A fim de resguardar a identidade das vítimas, a polícia optou por não divulgar o nome dos suspeitos, mas esclareceu que há entre eles de aposentados a estudantes com idades que vão de 27 a 69 anos.

No DF, a ação contou com a participação de 95 policiais, entre delegados, peritos criminais, agentes e escrivães de polícia. Computadores, mídias, pendrives e outros dispositivos eletrônicos serão apreendidos pelos policiais nas residências dos suspeitos.

De acordo com a chefe da DCA, delegada Ana Cristina Melo Santiago, as imagens são repulsivas e chocantes. “Os materiais são sempre os mesmos. Crianças nuas, adolescentes colocados em situações de cunho sexual. São imagens fortes, pois não existe idade. Tem situações até com bebês”, disse.

Jungmann comemora resultado
Em entrevista coletiva, o ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, ressaltou o forte aparato usado na megaoperação de combate aos crimes virtuais. “É um salto da mais decisiva importância. Com a união das polícias, conseguimos realizar uma ação inédita no país. Nunca tivemos a União Federal dando rumos para a segurança pública. Deixaremos um legado de governança para mudar a triste realidade de violência.”

Segundo a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), tratou-se de uma das maiores ações mundiais contra a pedofilia. Os alvos foram identificados após seis meses de investigações conjuntas da Senasp com agências de inteligência das secretarias estaduais de segurança pública e polícias civis, com a colaboração da Embaixada dos Estados Unidos.

Michael Melo/Metrópoles

O governo deu entrevista coletiva para apresentar os resultados da operação nacional contra a pedofilia

Luz na Infância
A operação foi intitulada Luz na Infância por serem bárbaros e obscuros os crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes. Os acusados deste tipo de delito agem nas sombras da internet e devem ter suas condutas elucidadas e julgadas, como a de qualquer criminoso.

Em 20 de outubro de 2017, o Ministério da Justiça deflagrou a primeira fase da operação. Na época, as autoridades mobilizaram 1,1 mil agentes para cumprir mandados de busca e apreensão em 24 estados e no DF.

 

 

 

COMENTE

pedofiliadpcaSenaspluz na infância
comunicar erro à redação

Leia mais: Brasil