Mauro Cid presta depoimento à PF por três horas sobre atos de 8 de janeiro
Mauro Cid está preso desde 3 de maio. Ele foi ouvido pela PF nesta sexta, em Brasília, sobre os atos golpistas de 8 de janeiro

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência da República, prestou depoimento à Polícia Federal (PF), em Brasília, nesta sexta-feira (30/6), sobre os atos golpistas de 8 de janeiro. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) chegou à sede da PF às 14h50 e deixou o local por volta das 18h, após 3h de depoimento. Os advogados do militar deixaram a sede da PF logo depois.
Mauro Cid é considerado peça-chave para a investigação sobre o ocorrido no dia 8 de janeiro. Mensagens apreendidas no celular de Cid mostram diálogos de teor golpista com pessoas próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo análise da PF, o tenente-coronel Mauro Cid “reuniu documentos com o objetivo de obter o suporte jurídico e legal para a execução de um golpe de Estado”. Segundo o documento, Cid compilou estudos que tratam da atuação das Forças Armadas para “Garantia dos Poderes Constitucionais e GLO”.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasO militar está preso desde 3 de maio, após a deflagração da Operação Venire, que apura suposto esquema de fraudes nos cartões de vacinação que teria à frente o militar, e que envolveria Bolsonaro, a filha do ex-presidente e pessoas próximas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA PF apura se Cid cometeu os crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação, peculato eletrônico e corrupção de menores.
Nos últimos dias, foram apresentados pela defesa pedidos de revogação da prisão do tenente-coronel, negados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
CPI vai ouvir Mauro Cid
Nesta semana, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do 8/1 no Congresso Nacional definiu que tomará o depoimento do tenente-coronel na próxima terça-feira (4/7).
A ministra do STF Cármen Lúcia determinou que Mauro Cid será obrigado a ir à CPI, mas pode ficar em silêncio, sem produzir provas que possam incriminá-lo.


