Prisões foram por “altíssima capacidade de reorganização” do grupo, diz decisão de Mendonça

Documentos da PF identificaram a transação de seis imóveis, no valor de R$ 146,5 milhões, de supostas propinas pagas pelo Banco Master

atualizado

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Paulo Henrique Costa
1 de 1 Paulo Henrique Costa - Foto: Breno Esaki/Metrópoles

Ao justificar a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou que foi formada uma organização criminosa com “altíssima capacidade de reorganização”, mesmo após o andamento das investigações da Operação Compliance Zero.

“A organização criminosa demonstra altíssima capacidade de reorganização, mesmo após deflagração de operações”, escreveu em decisão publicada nesta quinta-feira (16/4).

“Portanto, acaso os investigados permaneçam em liberdade, há o elevado risco de articulação com agentes públicos e da continuidade da prática de ocultação e reciclagem de capitais por meio da utilização de empresas de fachada”, ressaltou Mendonça.

Paulo Henrique Costa foi preso nesta manhã, em Brasília. Documentos da Polícia Federal identificaram a transação de seis imóveis, no valor de R$ 146,5 milhões, de supostas propinas pagas pelo Banco Master ao executivo.

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Outros quatro agentes seguem no prédio fazendo as diligências da Operação Compliance Zero
Operação Compliance Zero deflagrada em 18 de novembro de 2025
A Operação Compliance Zero tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos
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Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais
PF cumpre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Brasília
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Outros quatro agentes seguem no prédio fazendo as diligências da Operação Compliance Zero
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Operação Compliance Zero deflagrada em 18 de novembro de 2025
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A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor
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Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais
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A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados após Operação Compliance
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O advogado Daniel Monteiro, apontado pela investigação como “arquiteto jurídico” de Daniel Vorcaro, também foi preso.

Para o relator, os investigados podem comprometer o andamento da operação da PF.

“A liberdade dos investigados compromete, assim, de modo direto, a efetividade da investigação e a futura aplicação da lei penal. Permitir que permaneçam em liberdade significa manter em funcionamento uma organização criminosa que pode continuar se articulando para ocultar os danos bilionários à sociedade”, escreveu o magistrado.

De acordo com a PF, Paulo Henrique não teria seguido práticas de governança e permitido negócios com a instituição financeira de Vorcaro sem lastro, ou seja, sem garantia ou suporte que um ativo oferece para a obtenção de crédito.

A defesa do ex-presidente do BRB nega os valores e afirma que o executivo “não cometeu crime algum”.

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