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Brasil

Master: Lindbergh rebate Flávio e cita autonomia da PF na investigação

Parlamentar respondeu às críticas de Flávio sobre operação que apura suposta ligação entre Jaques Wagner e empresários ligados ao Master

, 18/06/2026 16:26, atualizado 18/06/2026 16:29
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Arte / Metrópoles
Lindbergh Farias e Flávio Bolsonaro

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo no Congresso Nacional, reagiu nesta quinta-feira (18/6) às críticas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para apurar suspeitas envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.

Em publicação no próprio perfil do X, Flávio associou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao caso após a PF apreender US$ 55 mil e 33,5 mil euros em endereços ligados a Wagner. A investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Imagem colorida, Lindebergh tuíte - Metrópoles

Na resposta ao senador, Lindbergh destacou a autonomia da PF e afirmou que a atuação da corporação demonstra a diferença entre “uma polícia de Estado e uma polícia de governo”. “No governo do presidente Lula, a PF tem autonomia para investigar qualquer pessoa. Não existe blindagem, investigação seletiva ou perseguição política”, escreveu o parlamentar.

Lindbergh também comparou a atuação da PF durante os governos de Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, Bolsonaro tentou interferir na corporação para proteger familiares de investigações.

“A diferença é que, no nosso governo, a PF trabalha com independência. Já Bolsonaro tentou interferir na instituição para proteger a própria família, episódio que levou à saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça em meio às investigações envolvendo você, Flávio, no caso das rachadinhas. O próprio Jair Bolsonaro revelou a lógica do seu governo quando disse que trocaria quem fosse necessário porque não deixaria a PF ‘foder a família’ dele. Esse é o contraste: com Lula, a PF investiga com autonomia; com Bolsonaro, houve interferência para blindar você”, acrescentou.

Ao final da publicação, Lindbergh questionou Flávio Bolsonaro sobre os R$ 61 milhões que teriam sido recebidos do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para a produção do filme Dark Horse — uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mais cedo, Flávio havia ironizado uma declaração de Lula durante encontro de líderes mundiais na cúpula do G7. “Ontem, Lula disse que não era esquerdista. Hoje é capaz de dizer que não conhece Jaques Wagner, líder do governo Lula”, escreveu o senador.

Investigação

A PF apura suspeitas de que Jaques Wagner teria recebido pagamentos relacionados ao Banco Master por meio de uma empresa ligada à esposa de seu enteado. Os investigadores também analisam a aquisição de um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões.

Durante o cumprimento dos mandados, a PF encontrou US$ 49 mil em espécie no quarto de hotel onde Wagner está hospedado, no DF. Outros 33,5 mil euros e US$ 6.175 foram apreendidos em endereços ligados ao senador na Bahia. Somados, os valores equivalem a cerca de R$ 471 mil na cotação atual.

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