PT recorre à mesma estratégia do PL após Caso Master atingir Jaques
Após operação contra Jaques Wagner, PT reforça posição em defesa da abertura de uma CPMI do Master no Congresso Nacional

Em defesa do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), agora oficialmente envolvido no Caso Master, o PT está recorrendo à mesma estratégia utilizada pelo PL para proteger o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Isso porque, assim como a bancada do PL saiu em defesa da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master, a bancada do PT na Câmara divulgou nesta quinta-feira (18/6) uma nota também defendendo a abertura de investigações no Congresso.
“A Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados reitera, mais uma vez, a necessidade de instalação da CPMI do Banco Master no Congresso Nacional”, afirmam os deputados.
Em maio, quando foi revelado que Flávio Bolsonaro pediu recursos a Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, o PL e o próprio senador defenderam a abertura de uma CPI ou de uma CPMI no Congresso.
A instalação de uma comissão de inquérito, entretanto, é considerada improvável. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), já deixou claro que não pretende ceder às pressões para investigar o Banco Master.
Caberia, então, ao Supremo Tribunal Federal (STF) obrigar o presidente do Legislativo a fazer a leitura do requerimento de abertura da comissão. O caso está sob relatoria do ministro Nunes Marques, que, até o momento, ainda não tomou uma decisão sobre o pedido.
Busca e apreensão
O líder do governo Lula no Senado foi alvo de busca e apreensão nesta quinta-feira em razão de mensagens extraídas do celular de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, que indicariam uma possível atuação do senador no Congresso em favor do Banco Master.
Entre as condutas sob suspeita está a articulação de Jaques Wagner em apoio a uma proposta de ampliação do crédito consignado e a outra medida conhecida nos bastidores como “Emenda Master”, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Em contrapartida, a Polícia Federal suspeita que o parlamentar possa ter recebido vantagens indevidas. Entre elas, um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões e outras regalias que somariam ao menos R$ 3 milhões.
Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha
Frequência de envio: Diário
Ver todas








