CPI do Crime Organizado convoca ex-servidores do BC ligados a Vorcaro

Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana foram afastados por decisão do STF por prestar consultoria informal a Vorcaro

atualizado

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Beto Nociti/BCB e proScore/Reprodução
Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana
1 de 1 Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana - Foto: Beto Nociti/BCB e proScore/Reprodução

A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (11/03), as convocações dos ex-integrantes do Banco Central afastados por envolvimento com o Banco Master. São eles: Paulo Sérgio Neves de Souza (à esquerda na foto), ex-diretor de fiscalização e Bellini Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária.

Servidores de carreira da autarquia, foram afastados por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça por terem prestado uma “consultoria informal” ao Master durante as investigações do BC sobre as operações do banco que culminaram na sua liquidação em 2025. Ambos já não exerciam os cargos e foram alvo de sindicância interna do BC.

Como mostrado pelo colunista do Metrópoles, Tácio Lorran, Neves comprou dois terrenos e 66,6% de um prédio residencial por R$ 915 mil em Guaxupé, no sudoeste de Minas Gerais. O ex-diretor pagou por um deles em dinheiro vivo e pelos outros, via transferência bancária à vista.

Quebra de sigilo de cunhado de Vorcaro 

Além dessas convocações, a CPI do Crime Organizado ainda aprovou as quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico do empresário e cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, preso na última quarta-feira (4/3).

As empresas que tiveram requerimento de quebra de sigilos aprovados são Varajo Consultoria, Participações Imobiliárias e King Locação de Veículos. A Varajo Consultoria teria sido usada para o pagamento de propinas ao servidor do Banco Central Belline Santana, em esquema operacionalizado por Leonardo Palhares, que também foi convocado.

A CPI também aprovou a quebra de sigilo de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Vorcaro. O aliado participava do grupo “A Turma”, comandada pelo banqueiro, para intimidar adversários e obstruir investigações. Mourão foi preso e tentou se suicidar nas dependências da PF no dia da prisão. O investigado foi socorrido, mas acabou falecendo dias depois.

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