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Marinho fala em "intervenção" do STF após Zanin prorrogar votação

Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro diz esperar que "qualquer golpe judiciário não prospere pelo bem da democracia"

25/10/2026 18:07, atualizado 25/10/2026 18:37
Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
Imagem colorida do senador Rogério Marinho - Metrópoles

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Rogério Marinho, disse que considera “impressionante o nível de intervenção” de alguns magistrados, sem citar nominalmente a prorrogação do horário de votação do segundo turno das eleições deste domingo (25/10) por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Zanin atendeu uma ação protocolada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre interferência nas frotas de ônibus em algumas cidades, como Salvador (BA), Teresina (PI) e São Paulo.

O PT pediu a extensão de duas horas em todo o território nacional. Mais cedo, a campanha bolsonarista também pediu a ampliação do horário de votação até as 19h, mas somente em algumas localidades afetadas por questões climáticas, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Marinho, que é líder da oposição no Senado, disse em publicação nas redes sociais que espera que ” qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa não prospere pelo bem da democracia” e falou em “bom senso”.

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“Impressionante o nível de intervenção do alguns ministros do STF, espero sinceramente que o bom senso prevaleça e qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa não prospere pelo bem da democracia”, diz a publicação.

Depois, o senador do Rio Grande do Norte subiu o tom, chamou a decisão de Zanin de “vergonhosa e intempestiva” do “ministro do STF que era advogado do atual presidente”.

“Ação inexequível para tumultuar o processo de uma eleição que eles já perderam no voto. Eleição para o PT É aquela que eles ganham, quando eles perdem é ditadura. Lamentável”, declarou em publicação.

Entenda 

Após ocorrências em pelo menos 10 estados, a equipe jurídica de Lula pediu a extensão do horário de votação das 17h para as 19h para atender a “igualdade entre eleitores”. Zanin deu a sua decisão minutos depois do sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciar a apuração, com a contabilização de 0,25% das urnas após a prorrogação.

Algumas localidades enfrentam entraves logísticos para a prorrogação. O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) disse não haver tempo hábil para atender à determinação de Zanin, como mostrou o Metrópoles.

Por volta das 18h, Zanin deu nova decisão sobre o horário de encerramento das eleições. Após adiar de 17h para 19h o encerramento das votações, o ministro explicou que a decisão só vale para as urnas que ainda estavam abertas.