
Marinho critica cúpula do Congresso por avanço de pautas de Lula
Coordenador da campanha de Flávio avaliou que avanço das propostas, como o fim da 6x1, tem objetivo de "manter" o petista no poder

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), criticou nesta segunda-feira (31/8) a retomada de pautas de interesse do governo Lula no Congresso às vésperas do primeiro turno.
Para ele, o calendário das votações está “levando em consideração a necessidade de se manter” o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, no “poder”.
Marinho citou a reunião de Lula com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na semana passada.
Depois do encontro, Alcolumbre anunciou o avanço da medida provisória que acaba com a chamada “taxa das blusinhas”, das PECs da Segurança Pública e do fim da escala 6×1 e de propostas sobre datacenters e minerais críticos.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Nós estamos vendo que essa votação não está levando em consideração o interesse público ou do país, está levando em consideração a necessidade de se manter um presidente no poder”, disse Rogério Marinho.
As declarações foram dadas durante um evento promovido pelo BTG Pactual. Mais cedo, participaram do mesmo encontro o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

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Ver todasLula recebeu Motta e Alcolumbre para um almoço no Palácio da Alvorada na última quarta (26/8). A reunião ocorreu pouco antes do último período de votações concentradas do Congresso antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Na leitura de Marinho, o encontro alterou o ritmo de propostas que até então encontravam dificuldades para avançar nas duas Casas. “Essa foto significou que alguns projetos de lei que estavam interditados dentro do Congresso Nacional começassem a tramitar”, afirmou.
Ao comentar a posição dos dois parlamentares, Marinho lembrou que Motta já declarou apoio à reeleição de Lula, enquanto Alcolumbre ainda não manifestou publicamente preferência na disputa presidencial.
O coordenador de Flávio também mencionou a eleição na Paraíba. O pai de Hugo Motta, Nabor Wanderley (Republicanos), disputa uma vaga no Senado em um palanque que apoia Lula, enquanto o PL integra uma aliança adversária no estado.
A reunião da semana passada também marcou uma reaproximação entre Lula e Alcolumbre depois de meses de desgaste. Após o almoço, o presidente do Senado anunciou que o Congresso analisaria uma série de propostas nos dias seguintes.
Fim da escala 6×1
Entre elas está a PEC que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1. Alcolumbre afirmou que o texto seria analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas não garantiu votação imediata no plenário.
Marinho defendeu que a discussão fique para depois das eleições. Segundo ele, a proximidade da disputa pode pesar sobre a posição de senadores que tentam renovar seus mandatos.
“Eu acredito que vai ser só na CCJ e espero, sinceramente, que seja um projeto que possa ser votado após as eleições, sem a contaminação do processo eleitoral”, afirmou.
O senador também relacionou a defesa da proposta pelo governo à tentativa de Lula de recuperar apoio entre os eleitores. Na avaliação dele, o presidente busca de uma “bala de prata” para melhorar sua posição na reta final da campanha.
Durante a participação no BTG, Marinho fez outras críticas ao governo Lula, principalmente na área econômica, e questionou decisões do Judiciário. Em outro momento, afirmou que “o maior ajuste fiscal que pode ser feito é tirar de uma vez por todas o PT do poder”. A declaração foi aplaudida por parte dos presentes.



