Marcelo Diniz é convocado para vaga de Dr. Jairinho na Câmara do Rio

Suplente teve 6,3 mil votos nas eleições de 2020 e assume vaga do agora ex-vereador, cassado por unanimidade na última quarta-feira (30/6)

atualizado 02/07/2021 20:19

Marcelo DinizFernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro – O suplente Marcelo Diniz (Solidariedade) foi convocado para assumir, nesta sexta-feira (2/7), o cargo do agora ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, cassado por unanimidade na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro na quarta-feira (30).

Diniz tem 34 anos e teve 6,3 mil votos nas eleições de 2020. Ele foi presidente da Associação de Moradores da Muzema, na zona oeste do Rio. Na época, foi investigado pela Polícia Civil pela queda dos prédios que deixou 24 mortos em abril de 2019. Ele também foi investigado por ligação com as milícias da região, mas não foi indiciado por nenhuma das suspeitas.

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Dr. Jairinho está inelegível por oito anos, sem poder concorrer a cargos públicos. Ele foi afastado do cargo por quebra de decoro parlamentar por ser réu pelo homicídio triplamente qualificado do enteado, Henry Borel Medeiros, de 4 anos, em março deste ano. A mãe do menino, Monique Medeiros, também está presa.

Resposta

Em coletiva de imprensa após a sessão de quarta-feira (30/6), o vereador Luiz Ramos Filho (PMN), relator do processo na Casa, declarou que foi dada “resposta contundente” ao caso que pegou todos os parlamentares de surpresa.

“O ex-vereador Dr. Jairinho era de bom trato, mas esse fato pegou todos de surpresa. Sou pai de duas meninas, demos uma resposta contundente”, disse.

Unanimidade e Flordelis

“A unanimidade reafirmou respeito ao Código de Ética. Isso vale para o suplente que vai assumir o lugar do vereador Jairo”, afirmou Chico Alencar. Ele lembrou que a Câmara dos Deputados ainda não decidiu sobre o afastamento de Flordelis, ré pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.

Sobre uma suposta pressão vinda do deputado estadual Coronel Jairo (Solidariedade), pai de Jairinho, o vereador Alexandre Isquierdo disse que não há registro de nenhum parlamentar neste sentido.

“Desconhece-se na prática. Nenhum vereador se sentiu pressionado ou ameaçado”, afirmou.

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