Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Mansão usada por Lulinha foi alugada por testemunha da Lava Jato

Casa em Brasília era frequentada pelo filho do presidente Lula e usada para receber visitas e realizar reuniões. Empresária estaria por trás

21/08/2026 08:47, atualizado 21/08/2026 09:43
Arte/ Metrópoles
Lulinha e Roberta Luchsinger / Mendonça

A Polícia Federal apura o aluguel de uma mansão, em Brasília, da empresária Roberta Luchsinger para Fábio Luís da Silva, o Lulinha, acusado de tráfico de influência. Segundo os investigadores, o imóvel teria sido contratado em nome de outra pessoa, com exigência de confidencialidade.

A informação foi publicada pelo jornal O Globo. A imobiliária que participou da negociação afirmou que a documentação foi assinada por Rafael Nicolau Arbex.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O dentista foi testemunha de Fernando Bittar no processo da Operação Lava Jato, relacionado ao sítio de Atibaia, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado em 2019. A sentença, no entanto, foi anulada em 2021.

Bittar era o dono formal do sítio, que foi reformado pela Odebrecht com as empreiteiras OAS e Schahin e o pecuarista José Carlos Bumlai para que, segundo a investigação, o petista usasse naquele ano.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Mansão usada por Lulinha foi alugada por testemunha da Lava Jato - destaque galeria
5 imagens
Filho do presidente é suspeito de tráfico de influência
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
Careca do INSS e Lulinha
Careca do INSS e Roberta Luchsinger
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é suspeito de atuar para favorecer o Careca do INSS
1 de 5

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é suspeito de atuar para favorecer o Careca do INSS

Reprodução
Filho do presidente é suspeito de tráfico de influência
2 de 5

Filho do presidente é suspeito de tráfico de influência

Reprodução
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
3 de 5

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha

Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles
Careca do INSS e Lulinha
4 de 5

Careca do INSS e Lulinha

Arte Metrópoles/Reproduçãp
Careca do INSS e Roberta Luchsinger
5 de 5

Careca do INSS e Roberta Luchsinger

Material obtido pela coluna/ Reprodução redes sociais

No imóvel de Brasília, segundo a imobiliária, Roberta visitou a casa e participou da negociação do aluguel, mas quem assinou foi Rafael, em 2024.

Depois de fechar o contrato, ex-funcionários afirmaram que a empresária e Lulinha recebiam visitantes e realizavam reuniões.

A mansão fica em um condomínio fechado, no Lago Sul, com acesso restrito a pessoas autorizadas. O aluguel na região custa, em média, R$ 240 mil por ano, segundo informações de imobiliárias.

Investigação

Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo. Os indícios surgiram durante as quebras de sigilo da Operação Sem Desconto, que apura esquema bilionário de descontos indevidos e não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.


Inquéritos contra Lulinha

  • Ministério da Saúde — suspeito de tráfico de influência e corrupção em negociações ligadas ao processo de autorização para comercialização de cannabis medicinal. Inquérito autorizado pelo STF.
  • Dataprev — PF suspeita de que um empresário do setor de tecnologia da Dataprev tenha atuado com Lulinha, o Careca do INSS e a empresária Roberta Luchsinger na tentativa de firmar contratos com o governo federal. Inquérito autorizado pelo STF.
  • 3Structure It — filho do presidente é suspeito de usar o nome de Lula em favor de empresas parceiras dele. Pedido de inquérito sob análise.

Por meio de nota, 3Structure disse que todos os seus contratos com órgãos públicos foram firmados com transparência.

“Por isso sagrou-se vencedora em certames realizados em estrito cumprimento das normas aplicáveis às contratações públicas, passando, inclusive, por auditorias do TCU. Todos os contratos celebrados com os órgãos públicos foram firmados com transparência, dentro da mais absoluta legalidade, sem a intermediação de quem quer que seja e após os processos licitatórios previstos em lei”, afirmou.

Em 30 de julho, o Metrópoles revelou, na coluna do Tácio Lorran, que a PF pediu autorização ao Supremo para investigar Lulinha por supostos crimes de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Saúde por negócios relacionados à cannabis medicinal.

De acordo com o inquérito, Roberta teria sido contratada pelo “Careca” para viabilizar a compra de canabidiol pelo governo federal e teria contado com a intermediação de Lulinha. O negócio não foi concretizado.