Mamonas Assassinas e família Cosan: Piracicaba foi origem de duas tragédias aéreas

Avião com o empresário Celso Silveira Mello e mais seis pessoas caiu nesta terça (14/9). Já a aeronave dos Mamonas caiu em março de 1996

atualizado 15/09/2021 10:28

Integrantes do grupo Mamonas Assassinas morreu em um acidente aéreo em 2 de março de 1966Divulgação

São Paulo – O pequeno Aeroporto Pedro Morganti, em Piracicaba, ganhou notoriedade nesta terça-feira (14/9) por um motivo trágico: foi de onde decolou o avião que caiu e matou o empresário Celso Silveira Mello Filho, sócio da Cosan, e mais seis pessoas. Mas não é a primeira vez que o local faz parte de um acidente aéreo. O voo que acabou com a morte dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas, também passou pela pista de decolagem do aeroporto de Piracicaba.

No entanto, na queda do avião em 2 de março de 1996 o Aeroporto Pedro Morganti teve menos relevância. Na época, o plano de voo que matou os músicos da banda Mamonas Assassinas envolveu mais aeroportos e paradas. O jatinho Learjet, modelo 25D prefixo PT-LSD, decolou do aeroporto de Piracicaba, às 07h10, e pousou em Guarulhos, às 7h36.

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A tripulação permaneceu no aeroporto e apresentou um plano de voo para Brasília. A decolagem estava prevista para as 15h, mas acabou ocorrendo às 16h41, com um primeiro pouso às 17h52. Os músicos saíram de Brasília com destino a Guarulhos às 21h58. Neste caminho, o avião precisou arremeter e, às 23h16, se chocou contra a Serra da Cantareira causando a morte de todos os ocupantes do voo.

Queda de avião em Piracicaba deixa sete mortos

Além do sócio da Cosan, estavam na aeronave King Air 360 prefixo PS-CSM a esposa dele, Maria Luiza Meneghel, de 71 anos, e os três filhos do casal: Camila, de 48, e os gêmeos Celso e Fernando, de 46. Também morreram o piloto Celso Elias Carloni, de 39, e o copiloto Giovani Gulo, de 24.

“Fazia muito tempo que a gente não tinha um acidente desse porte aqui”, afirmou nesta terça (14/9) o diretor do Aeroporto Pedro Morganti, Marcelo Kraide Soffner, que trabalha há 30 anos no local.

Marcelo relatou que a aeronave deixou o local por volta das 8h30. “Teve algum problema, alguma pane, a aeronave fez a curva e veio para cá. A pane foi imediatamente depois da decolagem, deve ter dado uns segundos, porque a cabeceira [da pista de decolagem] está ali. Mas o que aconteceu será a investigação do Cenipa que vai dizer”, afirmou.

Despedida da família Silveira Mello

O velório de Celso Silveira Mello Filho, sua esposa, Maria Luiza Meneghel, e os três filhos, Celso, Fernando e Camila, acontece nesta quinta-feira (15/9), no Espaço Beira Rio, em Piracicaba.

Até as 10h30, 0 velório será fechado para família. O local estará aberto para autoridades e público, das 10h30 às 15h, paras as últimas homenagens. Além de grande empresário de Piracicaba e do agronegócio, Celso Mello também foi presidente do XV de Piracicaba, famoso time de futebol do interior de SP, por dois mandatos (de 1988 a 1992).

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