Malafaia reage após relator se posicionar contra anistia “irrestrita”

O deputado Paulinho da Força indicou que vai trabalhar por redução de penas, e afirmou que perdão amplo não passaria na Câmara

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/Youtube
SILAS MALAFAIA E JAIR BOLSONARO EM ATO NA AVENIDA PAULISTA - METRÓPOLES
1 de 1 SILAS MALAFAIA E JAIR BOLSONARO EM ATO NA AVENIDA PAULISTA - METRÓPOLES - Foto: Reprodução/Youtube

O pastor Silas Malafaia afirmou que o escolhido para relatar na Câmara o projeto de anistia aos condenados por golpe de Estado, Paulinho da Força (SD-SP), não decidirá o futuro da proposta sozinho. Líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, o religioso é um dos gurus do bolsonarismo e defende um perdão amplo, que beneficie também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), diferentemente do que foi sinalizado pelo relator nesta quinta-feira (18/9).

“Ele pode dizer o que quiser. Ele foi escolhido para ser o relator da anistia. Ele fale o que ele quiser. Quem tem boca fala o que quer e quem tem ouvido escuta o que não deseja. Ele pode falar o que ele quiser, mas não é uma coisa que ele vai decidir. Tem discussão. Então isso aí não é problema não. Vamos ver o caminhar”, afirmou Malafaia ao Metrópoles.

Paulinho da Força foi definido relator pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta quinta. Logo após ser anunciado como responsável para construir o texto, ele afirmou à imprensa que não há possibilidade de pautar uma anistia “geral e irrestrita” na Câmara e que, por isso, foi escolhido um outro projeto para votação da urgência nessa quarta-feira (17/9).

“A anistia geral e irrestrita não tinha possibilidade. Por isso, foi pego o projeto do [Marcelo] Crivella, que era mais ou menos um meio termo, não era aquele texto do [líder do PL,] Sóstenes [Cavalcante], e esse foi concordado com eles. E até não tinha concordância do outro lado, tanto é que o PT acabou ficando contra, o pessoal da esquerda acabou ficando contra a proposta que foi votada da anistia”, afirmou.

Meio de campo

Paulinho da Força completou: “Agora cabe a mim tentar fazer esse meio de campo aí. É o que eu vou fazer, conversar com todo mundo para que no final a gente possa ter um texto que agrade a todos”.

Ele ainda sinalizou que a proposta deve tratar sobre redução de penas, e ainda comentou que não seria o mais correto falar-se em anistia. Tal proposta tem mais apoio na Câmara, e pode contar com o apoio de parte do Centrão e até da base governista.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), inclusive, já afirmou a aliados ser favorável a reduzir o tempo de cadeia dos manifestantes do 8 de Janeiro, contanto que não haja benefício a Bolsonaro.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?