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Brasil

Mais de 61 hectares em áreas de pesquisa e reserva da Embrapa são queimados

Fogo começou na última segunda-feira (5/10) e comprometeu algumas pesquisas importantes em andamento pela empresa

09/10/2026 15:32
Reprodução/Embrapa
Mais de 61 hectares em áreas de pesquisa e reserva da Embrapa são queimados - Metrópoles

Incêndio que assola há cinco a área de preservação ambiental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária em Teresina (PI), a Embrapa Meio-Norte, já consumiu 61,8 hectares, incluindo campos experimentais e pomares, nesta sexta-feira (9/10).

O primeiro foco foi identificado na noite da última segunda (5/10) em um pomar de cajueiros. Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros, da Brigada de Incêndio da própria Embrapa e do Exército estão mobilizadas. 

No dia seguinte ao início do incêndio, dois pontos entre o muro da Embrapa e as moradias próximas foram atingidos e avançou para uma área de produção de frutas nativas, onde são mantidos experimentos de melhoramento genético de espécies, como bacuri, cajá e xixá.

Reprodução/Robério Sobreira- EmbrapaMais de 61 hectares em áreas de pesquisa e reserva da Embrapa são queimados - Metrópoles
Mais de 61 hectares em áreas de pesquisa e reserva da Embrapa são queimados

O Banco Ativo de Germoplasma de Babaçu, que reúne material genético mantido há mais de 30 anos e o pomar de mangueiras, que integra experimentos de melhoramento genético, também foram alvo do fogo.

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“Parte desse experimento foi atingida. Ainda estão sendo avaliados os possíveis impactos sobre o material de pesquisa e o banco de germoplasma”, informou a empresa.

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Segundo a empresa pública, a intensidade do calor, as condições de seca e a velocidade dos ventos contribuíram para o alastramento do fogo, dificultando o trabalho das equipes. Os focos, porém, já foram controlados e a área segue em monitoramento. 

“Precisamos investir fortemente, de forma ordenada e planejada, em ações de educação ambiental visando a minimização de incêndios em áreas urbanas, periurbanas e rurais. Entendemos que este é o caminho para um diálogo maduro e a conscientização da sociedade”, afirmou o chefe-geral da Embrapa Meio-Norte, Anísio Lima Neto.

Foram registradas mortes de alguns animais silvestres, como pacas, tatus e camaleões, mas não houve registro de morte de animais mantidos pela Embrapa.

Ainda não foram esclarecidas as causas do incêndio.