Maia quer votar pacote de medidas contra corrupção até 9 de dezembro
Maia recebeu nesta terça-feira (19/7) um grupo de juízes e procuradores e disse que a data é simbólica por se tratar do dia internacional da luta contra a corrupção

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quer votar no plenário até 9 de dezembro o pacote das 10 medidas de combate à corrupção encampadas pelo Ministério Público. Maia recebeu nesta terça-feira (19/7) um grupo de juízes e procuradores e disse que a data é simbólica por se tratar do dia internacional da luta contra a corrupção. “Queremos estar até lá com a matéria votada no plenário da Câmara. Esse é o objetivo que a comissão vai perseguir”, disse o relator do projeto, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

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Ver todasO presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Roberto Veloso, disse que a entidade luta pelo fim do foro privilegiado, pela execução da pena após o julgamento em segundo grau e agora se posiciona contra o projeto que trata de abuso de autoridade. “O projeto de abuso de autoridade pune a interpretação do juiz”, resumiu. Veloso acredita que o projeto em discussão no Senado atinge o mecanismo de delação premiada para investigados que estiverem presos. “Isso vai ferir de morte não só a Operação Lava Jato, mas todas as operações em curso no Brasil”, declarou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho Cavalcanti, afirmou que a lei sobre o abuso de autoridade é da década de 60 e é ruim, por isso precisa de nova legislação. No entanto, Cavalcanti disse ter estranhado a tentativa de votar em uma semana a proposta no Senado. Ele defendeu que o projeto tramite de forma ordinária no Congresso. “Ninguém foi ouvido. Então o que precisa é cautela”, acrescentou.
WhatsApp
Questionado sobre o novo bloqueio do aplicativo WhatsApp, determinado hoje por uma juíza do Rio e derrubado no final da tarde pelo Supremo Tribunal Federal, o presidente da Ajufe pregou que haja equilíbrio na legislação, onde o controlador do aplicativo forneça as informações à Justiça e que as decisões judiciais se adequem para não prejudicar a maioria dos usuários.
“A preocupação dos juízes é a utilização desse tipo de aplicativo para o cometimento de crimes. Esses aplicativos acabam sendo imunes a prestação de informações. Isso é preciso que se regule”, defendeu Veloso. Mais cedo, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que o governo está estudando um projeto que regulamente o setor.



