Tatiana Taucci, mãe de Guilherme Taucci de Monteiro, um dos atiradores da escola Raul Brasil em Suzano, afirmou à rádio BandNews FM que o filho estava sem frequentar a escola pois sofria bullying. O jovem tinha 17 anos e frequentou o colégio até 2017.

A mulher, evitando a câmera, disse à rádio que não sabe por qual motivo o filho cometeu o atentado, e garantiu que o adolescente era um ótimo filho.

“Meu filho era muito tranquilo, uma criança”, disse Tatiana, que afirmou ter ficado sabendo da tragédia pela televisão. “É bullying que chama, né?”, completou, ao dizer que o jovem não frequentava as aulas por esse motivo.

Entenda
Além de Guilherme, Luiz Henrique de Castro, 25 anos, participou do ataque. Os dois responsáveis pelo atentado eram ex-alunos do colégio e usaram armas incomuns para atacar alunos e funcionários. O crime aconteceu no horário do intervalo, por volta de 9h30, quando os estudantes estavam fora das salas.

Morreram, vítimas do ataque, cinco alunos do ensino médio, duas servidoras da escola e um comerciante da região, tio de Guilherme Taucci Monteiro. Confira a lista atualizada, divulgada em nota nesta noite, pelo governo de São Paulo:

Veja a lista dos 10 mortos:

Alunos da escola
1. Caio Oliveira, 15 anos, estudante
2. Claiton Antonio Ribeiro, 17 anos, estudante
3. Douglas Murilo Celestino, 16 anos, estudante – socorrido no Hospital de Clínicas Luzia Pinho de Melo, mas foi a óbito
4. Kaio Lucas da Costa Limeira, 15 anos, estudante
5. Samuel Melquiades Silva Oliveira, 16 anos, estudante

Funcionárias da escola
6. Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos
7. Marilena Ferreira Vieira Umezo, 59 anos

Atiradores
8. Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos
9. Luiz Henrique de Castro, 25 anos

Dono da locadora
10. Jorge Antonio de Moraes, 51 anos – transferido do PSM de Suzano para o HC/FMUSP, onde foi a óbito

Na nota, ainda é possível ver a lista de feridos: são 11 estudantes em atendimento na rede pública, com idades variando entre 14 e 20 anos.

Veja imagens da tragédia: 



Durante coletiva de imprensa, o comandante da PM de São Paulo, coronel Marcelo Vieira Salles, afirmou que os agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar, impediram que os criminosos entrassem em uma sala de aula e atirassem contra outros 10 alunos, que se escondiam no espaço.