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Brasil

Lula: vira-latas queriam que eu rastejasse atrás de Trump

Lula comentou sobre a ligação telefônica com Trump, realizada na última segunda-feira (9/10), durante evento na Bahia

09/10/2025 19:40
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Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (9/10), que os “vira-latas” do Brasil queriam que o petista “rastejasse atrás” do governo dos Estados Unidos, se referindo às sanções impostas por Donald Trump aos produtos e autoridades brasileiras.

“Quando o presidente Trump resolveu gritar com o Brasil, os vira-latas desse país queriam que eu rastejasse atrás do governo americano. E eu aprendi com uma mãe analfabeta: não abaixe a cabeça nunca. Se o pobre abaixar a cabeça, eles colocam uma cangaia e você nunca mais consegue levantar a cabeça”, disse Lula.

A declaração foi dada durante um evento de anúncio de investimentos na indústria naval da Bahia, em Maragogipe (BA).

“Ninguém respeita quem não se respeita. Se vocês quiserem ser respeitados, antes vocês se respeitem”, completou o presidente.

Em seguida, Lula comentou sobre a ligação telefônica com Trump, realizada na última segunda-feira (9/10). As duas autoridades conversaram por cerca de 30 minutos e concordaram em agendar um encontro presencial “em breve”.

“O presidente Trump, que parecia o inimigo número 1, me telefonou e disse pra mim: ‘Lulinha, pintou uma química entre nós, vamos conversar, vamos discutir’. Sabe? E é bom que pinte uma química mesmo, porque eu sei gostar de gente”, relatou o chefe do Executivo.

Durante a conversa, Lula pediu a revogação das tarifas sobre exportações brasileiras aos EUA e a retirada das sanções a autoridades brasileiras.

Ele designou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para intermediarem as negociações sobre as tarifas. Por parte do governo norte-americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, foi escalado para as tratativas.

Na manhã desta quinta-feira, o chanceller brasileiro conversou por telefone com Rubio. Segundo o Itamaraty, ficou definido que as equipes de ambos os países terão uma reunião presencial em Washington (DC), em data ainda não definida.

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