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Brasil

Lula se manifesta no Dia em Memória das Vítimas do Holocausto

Presidente afirmou que o dia é um marco na defesa dos Direitos Humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas

27/01/2026 17:51, atualizado 27/01/2026 18:19
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Imagem colorida, Luiz Inácio Lula da Silva- Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou sobre o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, data que lembra as vítimas do genocídio de judeus cometido pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial, nesta terça-feira (27/1). Para o petista, “é preciso recordar os horrores que a humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano”.

De acordo com Lula, também é necessário lembrar que o autoritarismo, conjuntamente com os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso, foram “as peças” com as quais “essa grande tragédia do século XX foi construída”.

Segundo o titular do Planalto, o dia é um marco para “recordar os que perderam suas vidas e prestar solidariedade aos milhões de famílias destruídas e ao sofrimento de todo um povo”.

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“Um dia de defesa dos Direitos Humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, elementos fundamentais do mundo mais justo que queremos deixar para as próximas gerações”, completou Lula em publicação no X.

O presidente também relembrou que, em 2004, durante um encontro com Israel Singer, secretário-geral Congresso Judaico Mundial, ele assinou uma petição à Organização das Nações Unidas (ONU) para instituir o dia 27 de janeiro como uma data oficial. O dia se refere ao momento em que as violações do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, foram reveladas.

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Brasileiros não sabem definir o Holocausto

Como mostrou o Metrópoles, um estudo inédito apresentado pelo Grupo ISPO na semana passada mostra que o conhecimento da população brasileira sobre o Holocausto é superficial. Segundo o material, 46,8% das pessoas não sabem definir o que foi o genocídio de judeus cometido pelo regime nazista.

Apesar de 59,3% dos entrevistados terem afirmado que obtêm conhecimento sobre o Holocausto, apenas 53,2% conseguiram defini-lo como o extermínio sistemático de 6 milhões de judeus.

O conhecimento fica ainda mais frágil quando são avaliados elementos específicos do tema, conforme revela o estudo. Apenas 38,5% das pessoas identificaram corretamente Auschwitz-Birkenau como um campo de extermínio, enquanto 51,6% declararam não saber responder.