Lula sanciona Orçamento de 2026 com veto de R$ 400 milhões em emendas

Prazo para sanção terminava nesta quarta (14/1). Presidente também decidiu remanejar ou bloquear outros R$ 11 bilhões destinados a emendas

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Lula veta PL da Dosimetria, que beneficia Bolsonaro, em evento do 8/1 - Metrópoles
1 de 1 Lula veta PL da Dosimetria, que beneficia Bolsonaro, em evento do 8/1 - Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quarta-feira (14/1), o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026. Como mostrou o Metrópoles, o petista vetou R$ 400 milhões do volume previsto para o pagamento de emendas parlamentares. Outros R$ 11 bilhões serão remanejados para outros fins ou bloqueados.

A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

O texto do Orçamento, aprovado em 19 de dezembro pelo Congresso Nacional, prevê um total de R$ 61 bilhões em verbas indicadas por deputados e senadores. O número representa um aumento de 25% no valor autorizado em 2025, que foi de R$ 48 bilhões.

Com a recusa de cerca de R$ 11,4 bilhões pelo titular do Planalto, o valor destinado às emendas parlamentares ficará em torno de R$ 50 bilhões.

Na semana passada, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, já havia indicado que Lula vetaria o aumento. Segundo o auxiliar, o montante supera o limite acordado entre Executivo e Legislativo, com aval do Supremo Tribunal Federal (STF), que fixou um teto de crescimento das despesas com emendas de até 2,5% acima da inflação.

Conforme o parecer do relator, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), dos R$ 61 bilhões previstos, R$ 49,9 bilhões dizem respeito a despesas obrigatórias e discricionárias.

Ao todo, foram apresentadas 7.180 emendas individuais e coletivas, sendo:

  • 5.784 de deputados;
  • 1.086 de senadores;
  • 248 de bancadas estaduais; e
  • 62 de comissões permanentes.

Para ampliar o volume destinado às emendas, o relator promoveu cortes em programas considerados estratégicos pelo governo na área social. O orçamento da Previdência Social sofreu redução de aproximadamente R$ 6,2 bilhões, enquanto o Auxílio-Gás teve um corte em torno de R$ 300 milhões. Já o programa Pé-de-Meia perdeu mais de R$ 500 milhões previstos para 2026.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sancionada por Lula no início do mês, estabeleceu um cronograma para a liberação dos recursos. Pelo calendário, o Palácio do Planalto terá de empenhar 65% dos R$ 38 bilhões em emendas obrigatórias — mais de R$ 24 bilhões — até julho, antes do período eleitoral.

Despesas

Os gastos totais da União previstos para o ano eleitoral chegam a R$ 6,5 trilhões, dos quais R$ 1,8 trilhão refere-se ao refinanciamento da dívida pública. Com isso, o Orçamento líquido soma R$ 4,7 trilhões, sendo R$ 197,9 bilhões destinados a investimentos e R$ 4,52 bilhões aos orçamentos fiscal e da seguridade social.

O limite de despesas foi fixado em cerca de R$ 2,39 bilhões, o que representa um crescimento nominal de 7,98%. Desse total, R$ 2,29 bilhões cabem ao Executivo, R$ 64,7 milhões ao Judiciário e R$ 18 milhões ao Legislativo.

O substitutivo do Orçamento também projeta um superávit de R$ 34,5 bilhões para o governo. O resultado indica que a equipe econômica atingiu a meta fiscal, já que o valor corresponde a aproximadamente 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?