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Brasil

Lula sanciona criação do Pix Pensão e medidas voltadas às mulheres

Proposta da deputada Tabata Amaral garante o desconto automático de pensões alimentícias por decisão judicial

29/07/2026 17:23, atualizado 29/07/2026 18:01
Ricardo Stuckert / PR
Lula sanciona criação do Pix Pensão e medidas voltadas às mulheres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quarta-feira (29/7), duas leis e dois decretos voltados para as mulheres. Uma das iniciativas é o “Pix Pensão”, que garante o desconto automático de pensões alimentícias por decisão judicial.

De autoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), o texto busca evitar que a pessoa responsável pela criança ou pelo adolescente precise recorrer novamente à Justiça a cada parcela não paga. Para usar o mecanismo, a pensão precisa ter sido fixada judicialmente e estar na fase de cumprimento da sentença.

Caso não haja dinheiro suficiente na conta indicada, o projeto permite a indisponibilidade automática de outros ativos financeiros do devedor. O bloqueio ficará limitado ao valor atualizado da prestação atrasada e poderá alcançar recursos de empresários individuais, inclusive os vinculados à atividade empresarial.

Após sancionada, a proposta entra em fase de implementação. Ao Metrópoles, Tabata Amaral disse que está em diálogo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para garantir um caminho acelerado para mães ou responsáveis que não queiram reajustar o valor das pensões e só tenham interesse de garantir a quantia.

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“São 11 milhões de mães solo, 650 mil processos judiciais por pensão alimentícia e a gente sabe a saga, o sofrimento e até o quanto que isso afeta a saúde mental dessas mães. Então elas estão ansiosas pra poder entrar novamente na Justiça pra poder receber pelo Pix Pensão”, disse.

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Lula também sancionou a lei para garantir a divulgação pública do número 180, para denúncias por violência doméstica, em meios de comunicação em massa e dois decretos: a regulamentação da lei de monitoração eletrônica de agressores e o Sistema Integrado Mulher Segura.

No ato, Lula voltou a falar da participação dos homens nas medidas de proteção às mulheres e que devem “criar vergonha e tratar nossas companheiras como companheiras de verdade”.

“Eu não sei quanto tempo a gente vai chegar a feminicídio zero. O que eu sei é que demos um passo importante e vamos continuar trabalhando”, declarou.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), participou do evento como presidente em exercício da Suprema Corte. Ele defendeu a colaboração com os estados para ampliar a proteção com as mulheres.

“Se não houver um pacto, não só entre os Três Poderes da União, mas com os estados, a questão de proteção à mulher fica muito limitada. É muito importante que os Três Poderes, cada um dentro da sua competência, possam auxiliar, inclusive em nível estadual”, disse.